31 de ago. de 2020

Ascaris suum

É legal atualizar para não perder o costume, então boooooooooooora falar de vermes? Hummm... Pelo menos um que é menos popular: Ascaris suum.


Um porquinho fofinho para a imagem inicial não ser tão medonha! hahaha

Fonte: Oinque Mini Pig (2020)

A pesquisa detalha aspectos da transmissão (tanto para porco como para humanos) dessa verminose, juntamente com a descrição de seus sinais clínicos, etiologia, métodos de diagnóstico, tratamento e prevenção. Também são abordados os questionamentos e estudos sobre as diferenças entre os vermes Ascaris lumbricoides e Ascaris suum.


1 ETIOLOGIA


Ascaris suum é verme responsável por causar a doença conhecida como ascaridíase em suínos: “uma das helmintoses mais importantes nestes animais, causando prejuízos, devido à perda de peso, atraso no crescimento, perdas reprodutivas, rejeição para consumo de fígado e pulmões, devido às migrações das larvas” (BARBOSA, 2015). O percentual de produtividade dos animais infectados é reduzido drasticamente em até 30% e há casos de morte entre os mais jovens (AGROLIB, 2019).



1.1 Verme


“Foi descrito pela primeira vez pelo zoólogo alemão Johann Goeze no ano de 1782” (MAESTRO VIRTUALE, 2020). O verme é redondo e branco rosado. Os machos apresentam de 10 a 15cm de comprimento e as fêmeas de 20 a 40cm. Quando adultos localizam-se no intestino delgado de porcos (SANAVRIA, 2020). São endoparasitas, ou seja, ficam alojados dentro do hospedeiro e alimentam-se dos nutrientes ingeridos pelo mesmo. Possuem reprodução sexual com fertilização interna e as fêmeas depositam um grande número de ovos que são liberados pelas fezes do animal infectado.  (MAESTRO VIRTUALE, 2020). Também “são animais com simetria bilateral e durante seu desenvolvimento embrionário, apresentam três camadas germinativas: mesoderma, ectoderma e endoderma. Essas camadas dão origem a todos os órgãos com funções especializadas” (MAESTRO VIRTUALE, 2020).


Figura 1 - Espécime feminino e masculino de Ascaris suum.

Fonte: Maestro Virtuale, 2020


Possuem dimorfismo sexual: as fêmeas são maiores e apresentam um alargamento no corpo e o macho possui sua extremidade traseira curvada com extensões chamadas espículas que são usadas no ato copulatório (MAESTRO VIRTUALE, 2020).


Figura 2 e 3 - Ponta da cauda de um macho com seu espículo (esquerda) e cauda romba da fêmea (direita)

Fonte: Seropédica, 2016


1.2 Ovos


Os ovos desse verme são envoltos por uma casca composta por três camadas: uma externa de cor marrom amarelada, uma intermediária composta de proteínas e quitina e uma interna composta de lipídios (sendo essa última impermeável protegendo o embrião da entrada de substâncias tóxicas). Seu tamanho é de 61 e 75 microns de comprimento por 50-55 microns de largura. Os ovos não fertilizados são alongados e estreitos e os férteis arredondados com uma massa de grânulos não organizados em sua parte interna. (MAESTRO VIRTUALE, 2020).


Figura 4 - Ovos fecundados.

Fonte: Pinterest, 2020


Uma fêmea pode produzir de 100 a 250 ovos. Caso esses ovos caiam em um  ambiente favorável (ao serem eliminados pelas fezes do porco), com oxigênio, água, a temperatura necessária de 15 a 35 graus (o mais adequado é de 24 a 26 graus), então eles se desenvolvem para a fase invasiva entre 3 e 4 semanas (AGROLIB, 2019).



1.3 Ciclo de vida


Resumidamente seu ciclo de vida normal é: no estado de ovo e entrar por via oral (geralmente pela alimentação)  para logo migrar em forma de larva para o fígado, pulmão e finalmente chega à traqueia. O animal infectado vai engolir as larvas que terão o intestino como destino. Ao chegar nele, começam a se desenvolver para virarem adultos (o processo dura em torno de 21 dias). Após o verme chegar em sua fase adulta, começam a colocar ovos - em torno de 70 dias (CUBILLOS, 2012).


 Figura 5 - Ciclo do verme Ascaris suum

Fonte: Cubillos, 2012



1.4 Diferença entre Ascaris suum e Ascaris lumbricoides


As duas espécies adultas são macroscopicamente semelhantes e o diagnóstico da doença não é capaz de diferenciar os ovos de origem humana e animal, porém, são consideradas como distintas com diferenças morfológicas microscópicas de difícil visualização (BARBOSA, 2015).  De acordo com Santos (2020):

 As duas espécies são morfologicamente e geneticamente muito semelhantes, sugerindo que o ascarídeo suíno A. suum e A. lumbricoides sejam a mesma espécie, ocorrendo transmissão cruzada de caráter zoonótico entre pessoas e seus porcos. Alguns estudiosos acreditam ser uma variedade ou subespécie, outros sugerem distinção entre as espécies, que teriam hospedeiros específicos. 

 

Figura 6 - Ciclo biológico do A. lumbricoides. Ovo embrionado infectante contendo larva L3 (1),Ingestão do ovo (2), Eclosão e liberação da larva(3), Invasão da larva pela mucosa intestinal(4), Carreamento da larva pelo sistema porta(5), Larva nos pulmões (6), transformação para larva L4(7), Larva ascende a árvore brônquica sendo deglutida, Parasitos jovens no intestino delgado onde se desenvolvem em adultos (8), acasalam, Fêmea começa a postura de ovos para serem eliminados junto às fezes, para o embrionamento no meio ambiente(9), Ovos (10), Ovo L1 (11) e Ovo L2 (12).

Fonte: Barbosa, 2015


No trabalho de Barbosa (2015), temos a seguinte informação sobre a diferença entre as espécies adultas de Ascaris lumbricoides e Ascaris suum que pode ser visualizada apenas microscopicamente: “a margem serrilhada nos lábios que envolvem a boca, apresentando dentículos côncavos em A.lumbricoides e os dentículos são triangulares apresentando as bordas retas em A. suum” e completa que: “Entretanto vários autores contestam essa classificação devido a elevada identidade genética entre estas espécies”.


Figura 7 - Parasito. Morfologia dos dentículos, em microscopia óptica,apresentando bordas triangulares típico da espécie A. suum

Fonte: Barbosa, 2015


Ainda não se tem muitas informações sobre as diferenças entre as espécies, mostrando que alguns estudos genéticos sugerem que  A. suum seja similar ao A. lumbricoides, mesmo existindo diferenças específicas quanto ao hospedeiro definitivo (humano o porco). Infecções cruzadas podem ocorrer, apesar deste fato e a natureza do A. suum não estarem totalmente esclarecidos. Os estudos a respeito das diferenças não param, pois compreender mais sobre o parasita é fundamental para elaborar programas efetivos de controle (BARBOSA, 2015). 


Figura 8 - Casal de vermes. Esses organismos podem ser considerados representativos do gênero Ascaris, pois tanto seu comportamento quanto seu ciclo de vida são típicos de seus membros.

Fonte: Maestro Virtuale, 2020



2 TRANSMISSÃO 


Na maioria das vezes a transmissão ocorre quando um porco ingere ovos infestados junto de ração e água ou quando não possuem minerais e instintivamente comem terra contaminada por ovos (AGROLIB, 2019). As porcas podem infectar seus filhotes os lambendo (AGROLIB, 2019) ou enquanto mamam com a ingestão de ovos presos nas mamas (por falta de higiene do local de criação) durante a lactação (CUBILLOS, 2012).


Figura 9 - Mãe e filhotes em ambiente limpo

Fonte: Agrolib, 2019


A questão da higiene é uma das chaves para a contaminação, pois “na maioria das vezes, a infecção ocorre quando a pocilga está muito suja, os pisos da sala estão soltos e o terreno em si está localizado em um vale, portanto os quartos estão úmidos” (AGROLIB, 2019).


Uma das transmissões menos lembrada na literatura é através e minhocas: as vezes elas contribuem para a propagação da doença, dentro da qual a larva sai, além de muitos insetos carregarem ovos acidentalmente (AGROLIB, 2019).


2.1 Infecção em humanos


Ascaris lumbricoides, Linnaeus, 1758 e Ascaris suum, Goeze, 1782, são nematódeos parasitos que foram descritos primariamente infectando humanos e suínos respectivamente [...] Embora A. lumbricoides e A. suum infectem preferencialmente e respectivamente humanos e suínos, a natureza zoonótica destes parasitos não está esclarecida” (BARBOSA, 2015).  O trabalho de pós graduação de Santos (2015) sugere um cenário onde não é tão incomum assim humanos serem infectados por A. suum:

Infecções cruzadas experimentais têm demonstrado que A. suum pode infectar os seres humanos, assim como A. lumbricoides pode infectar suínos. Estudos moleculares mostraram que as infecções humanas por Ascaris nos países desenvolvidos são predominantemente de origem suína, [...]. 

A infecção humana foi causada por uma forma híbrida de Ascaris, mais provavelmente transmitido pelos porcos. Investigações clínicas sugerem a existência de transmissão zoonótica, uma vez que quase 80% dos casos humanos zoonóticos descritos na literatura mostram baixa carga parasitária, ao passo que nos países em desenvolvimento predomina a transmissão pessoa a pessoa. 

Recentemente, tem sido sugerido que A. suum atue como uma fonte de ascaridíase humana na China, tendo em vista que 14% dos vermes em humanos foram derivados de suínos (ou seja, eram de origem zoonótica), indicando que a transmissão cruzada em áreas de endemicidade pode ser mais comum do que se imaginava inicialmente.


A pesquisa para o programa de pós-graduação em imunologia e parasitologia aplicadas de Lopes (2018) segue um quadro semelhante:

Estudos relacionados à infecção cruzada demonstraram que A. lumbricoides tem a habilidade de infectar suínos, e A. suum, seres humanos. Em uma pesquisa realizada na Dinamarca, foram encontrados hospedeiros humanos infectados com parasitos de origem suína[...]. Em países em desenvolvimento[...] é comum encontrar genótipos de Ascaris típicos de suínos em humanos. Pode-se interpretar que essa seja uma indicação de que a infecção cruzada também ocorra nessas regiões, e, portanto, há um potencial zoonótico nesses animais.


Apesar de ambas as espécies demonstrarem forte afinidade por seus hospedeiros convencionais, existe sim um grande risco de contaminação cruzada de A. suum em humanos e A. lumbricoides em porcos, classificando o problema como uma zoonose.



3 SINAIS CLÍNICOS


Os diversos sintomas que atingem porcos são: gástricos (hepatites traumáticas), trófico (perda de pelos), nervosos (epilepsia), tosse, pneumonias, enfisema e crescimento retardado. Pode haver diarréia entre os animais contaminados, mas certamente o efeito mais economicamente negativo é a interferência com a nutrição apropriada e o crescimento normal. Acidentes estranhos também podem acontecer nos animais infectados, como: oclusão do ducto biliar ou perfuração da parede intestinal (CUBILLOS, 2012).


Alguns dos sinais clínicos mais comuns em porcos é o de de severa angústia respiratória, edemas, hemorragias pulmonares e desnutrição, sendo cada nível da doença caracterizado por diferentes sintomas visíveis (SANAVRIA, 2020).


3.1 Casos menos agudos


De acordo com Sanavria (2020): "os casos menos agudos são distinguidos por angústia respiratória, desnutrição em graus variáveis e lesões de pneumonia intersticial.


3.2 Casos Crônicos


Nesse caso os suínos acabam tornando-se inaproveitáveis sob o ponto de vista econômico. na ascaridíase crônica, os animais apresentam definhamento e emaciação, além de uma grande quantidade de ovos do verme eliminado nas fezes. Fibrose hepática e lesões de pneumonia intersticial também estão entre os sintomas (SANAVRIA, 2020).



4 DIAGNÓSTICO


De acordo com o professor da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Sanavria (2020), "o diagnóstico da ascaridiose clínica frequentemente depende de achados clínicos de necropsia, porque os principais eventos patológicos ocorrem durante o estágio pré patente”. 


Pode-se usar exames como método de Fulleborn ou Kalantaryan (AGROLIB, 2019). A análise fecal é a forma mais comum de diagnosticar a infestação em um animal: as fezes são recolhidas diretamente do reto com recipientes próprios ou luvas e tenta-se conservar a umidade do material fecal. Após recolhidas e devidamente guardadas, as amostras são enviadas para laboratório onde realiza-se exames utilizando a técnica de flutuação com visualização posterior em lupa ou microscópio (CUBILLOS, 2012). 


O diagnóstico da verminose também pode vir após a morte do animal “por meio da identificação de “milk spots” ou manchas de leite presentes no fígado, decorrentes da sua migração larval” (FAUSTO, 2015).


Figura 10 e 11 - Lesões cicatriciais de migração parasitária no fígado e Lesões cicatriciais de migração parasitária na vesícula biliar.

 Fonte: Cubillos, 2012


Pedaços de tecido pulmonar também podem ser fatiados e colocados no aparelho Baermann para localizar larvas migrantes (SANAVRIA, 2020).



5 TRATAMENTO


O nematóide é "sensível as piperazinas, higromicina B, diclorvós, fenbendazole, levamisole e tartarato de pirantel" (SANAVRIA, 2020). No quesito de tratamento, os ovos são o maior problema. De acordo com o site de pecuária a jardinagem Agrolib: “os ovos de Ascaris são difíceis de destruir: podem ser armazenados no solo por até 2,5 a 10 anos. Eles morrem apenas a - 30 ° C e, em seguida, não imediatamente, mas em um dia. Se você tratar ascaris com água quente, apenas metade morrerá”.


O site português Agrolib (2019) sugere o seguinte protocolo:

tratamento com piperazina realiza-se 2 vezes por dia, de manhã e de tarde.[...] alimentado a animais jovens na quantidade de 0,3 g /kg, se o porco pesar não mais do que 50 kg. Se for maior, então 15 g da droga por indivíduo são tomadas. 
O medicamento é preparado imediatamente para um grupo de animais, administrado juntamente com alimentos. No dia em que o tratamento é realizado, a quantidade de alimento é reduzida em 2 vezes ou em um terço. Os alimentos são aromatizados com algo líquido: leite ou soro de leite. E eles dão água em pequenas quantidades. Fenbendazole [...] é realizado duas vezes, é prescrito 10 mg /kg.


Figura 12 - Fenbendazol para porcos

Fonte: Alibaba, 2020




6 PREVENÇÃO


O professor Argemiro Sanavria (2020) ressalta em uma de suas aulas que:

É óbvio que apenas as drogas não têm sucesso no controle desse parasito [...], contudo, o tratamento e limpeza das porcas parideiras com sabão e água quente, duas semanas antes de sua remoção para as gaiolas de parição, irão reduzir materialmente a contaminação a que estarão expostos os leitõezinhos. Um novo tratamento no desmame, com atenção continuada sobre condições higiênicas das instalações, deverá manter os leitõezinhos razoavelmente livres de A. suum. O fornecimento contínuo de rações contendo tartarato de pirantel impede a migração e estabelecimento de A. suum. O tartarato de pirantel é uma droga aprovada que extermina as larvas infectantes imediatamente após eclodirem no intestino delgado. A administração contínua de tiabendazole impede a migração das larvas pelos pulmões, mas não através do fígado. 

Sumarizando, os esforços de controle devem ser direcionados para a prevenção da infecção dos porcos durante as primeiras (poucas) semanas de vida. A medicação anti helmíntica das porcas, antes da parição, a cuidadosa higienização por ocasião da época de parição e a não exposição de jovens leitões aos solos contaminados são medidas que se prestam a limitação da infecção precoce.


Assim como em outras verminoses, a higiene é um dos focos da prevenção, pois “a persistência desse parasito entre os suínos deve-se principalmente a capacidade de resistência dos ovos no meio ambiente, onde pode ocorrer a reinfecção dos animais” (BARBOSA, 2015). A correta higienização do local onde os suínos têm contato somada ao protocolo de vermífugos completam-se para eliminar os ovos e a presença do verme, pois “as infecções podem persistir mesmo após o tratamento, devido à resistência do parasito ou as reinfecções devido aos ovos presentes no ambiente” (BARBOSA, 2015).


O site de pecuária a jardinagem Agrolib sugere um esquema de tratamento para os animais jovens:

Os animais jovens também são vermifugados de acordo com um esquema especial: Primeiro em 35-40 dias; depois 50-60 dias; A última vez é de 80 dias. Se os bebês crescem de dezembro a maio, então apenas 2 vezes: primeiro em 50-55 dias e depois em 90 dias. 

Assim que os animais são desparasitados (não mais de um mês para aguardar), as casas de porcos também são tratadas. Sem isso, a prevenção animal não é eficaz. Os pátios também devem ser mantidos limpos.


A nutrição também é parte que leva-se em consideração nesse caso: “Se os leitões são mal alimentados, com pouca vitaminas B e A na sua dieta, existe uma infecção massiva dos porcos [...], portanto, a prevenção é tanto a alimentação equilibrada quanto a limpeza diária” (AGROLIB, 2019).



7 CONCLUSÃO


A ascaridíase suína é um problema que afeta a saúde de animais e a economia e saúde humana. Mais aprofundado precisa ser o estudo para traçar a diferença definitiva entre Ascaris suum e Ascaris lumbricoides, observando que já existem muitos estudos na área a respeito, mas poucos com conclusões definitivas sobre realmente serem espécies distintas.


No geral, a doença pode ser superada com o tratamento de prevenção mais básico existente nos mais diversos casos de verminoses: higiene. É simples sugerir a higiene junto dos procedimentos de prevenção medicamentosos, mas em comunidades mais carentes os animais ainda são criados de forma mais precária que acaba acarretando em males para a saúde deles e dos humanos que vivem ao redor. Políticas de conscientização para essas comunidades também pode ser visto como um passo preventivo na disseminação do Ascaris.


O produtor rural não deve em momento algum cortar custos relacionados a higiene, boa alimentação e boas práticas de manejo em seus criatórios, visto que o valor investido na prevenção da verminose aparecerá como retorno financeiro na venda de animais melhor desenvolvidos e com todas as partes aproveitáveis para consumo.




REFERÊNCIAS



AGROLIB. Sobre Ascariasis. 2019. Disponível em: https://pt.agrolib.rs/sobre-ascariasis-pigsporcos-1461#h2_1. Acesso em: 08 jun. 2020.


BARBOSA, Fernando Sérgio. Potencial zoonótico da ascaridiose humana e suína: aspectos moleculares, morfológicos e filogenéticos das espécies Ascaris lumbricoides e Ascaris suum. 2015. Disponível em: https://repositorio.ufmg.br/bitstream/1843/BUBD-AC7HTR/1/tese_doutorado_fernando_s_rgio_barbosa.pdf. Acesso em: 06 jun. 2020.


CUBILLOS, Reinaldo. Caso clínico: Infestação por Ascaris suum num sistema de cama profunda com palha. 2012. Disponível em: https://www.3tres3.com.pt/artigos/infestac%C3%A3o-por-ascaris-suum-num-sistema-de-cama-profunda-com-pa_6333/. Acesso em: 06 jun. 2020.


FAUSTO, Mariana Costa. Ascaris suum em suínos da Zona da Mata, Estado de Minas Gerais, Brasil. 2015. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1984-29612015000300375&script=sci_abstract&tlng=pt. Acesso em: 06 jun. 2020.


LOPES, Camila de Almeida. Imunodiagnóstico da ascaridíase humana: uma nova abordagem sorológica utilizando a tecnologia IgY. 2018. Programa de Pós-Graduação em Imunologia e Parasitologia Aplicadas. Disponível em: https://repositorio.ufu.br/bitstream/123456789/22365/3/Imunodiagn%C3%B3sticoAscarid%C3%ADaseHumana.pdf. Acesso em: 08 jun. 2020.


MAESTRO VIRTUALE. Ascaris suum: características, morfologia, ciclo biológico. 2020. Disponível em: https://maestrovirtuale.com/ascaris-suum-caracteristicas-morfologia-ciclo-biologico/. Acesso em: 08 jun. 2020.


SANAVRIA, Argemiro. Helmintoses de suínos. 2020. Disponível em: http://www.adivaldofonseca.vet.br/Helmintoses/Suinos/Parasitas%20de%20su%C3%ADnos.pdf. Acesso em: 06 jun. 2020.


SANTOS, Jéssica Pereira dos. Helmintos intestinais identificados em humanos, caprinos, ovinos e suínos: potencial interface entre o parasitismo humano e animal em área rural no Estado do Piauí. 2015. Programa de Pós-Graduação em Medicina Tropical - FIOCRUZ. Disponível em: https://www.arca.fiocruz.br/bitstream/icict/25151/2/jessica_santos_ioc_mest_2015.pdf. Acesso em: 08 jun. 2020.


SEROPÉDICA. Classificação e morfologia de nematóides em medicina veterinária. 2016. Disponível em: http://institutos.ufrrj.br/iv/wp-content/uploads/sites/107/2016/07/Apostila_Nematoides.pdf. Acesso em: 08 jun. 2020.





29 de jun. de 2020

Este link ainda não está disponível

Apesar de velho, existem coisas nesse blog que ainda estou construindo.

Possivelmente você chegou nesse link genérico por clicar em alguma coisa que ainda está em construção.

Muito ainda vou construir, assim como muito da parte antiga destruí para sempre.

Em construção

10 de jun. de 2020

Novos antibióticos e suas bactérias estudadas

 Todos os anos, diversos microorganismos fortalecem-se e adquirem resistências a novos medicamentos. O estudo de novas bactérias auxilia no processo de sua eliminação e criação de novas barreiras e armas cada vez mais adaptadas e eficazes. A resistência das bactérias aos mais diversos antibióticos é um desafio constante para os laboratórios e nós, usuários, que muitas vezes ajudamos no fortalecimento das mesmas ingerindo medicamentos da forma incorreta.


Fonte: blog.airfree.pt



A pesquisa a seguir apresentará algumas das bactérias recentemente estudadas nos anos de 2018 e 2019 para o desenvolvimento de novo medicamentos antibióticos.



PSEUDOMONAS AERUGINOSA X ZEBRARXA


Com o nome comercial Zebrarxa, chega no mercado brasileiro o medicamento ceftolozana-tazobactam, que promete combater infecções intra-abdominais e intra-urinárias graves causadas pela bactéria Pseudomonas aeruginosa, que é, de acordo com o site da Revista Veja (2018), “considerada uma das três bactérias mais resistentes, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS)”.


Representação de bactérias Pseudomonas aeruginosa

Fonte: pebmed.com.br


O microorganismo fortaleceu-se com o uso indiscriminado do medicamento conhecido como Meropeném em seu tratamento, e agora será necessária a medida de outro antibiótico mais forte para tratar a patologia. Ainda de acordo com a matéria, com o uso do medicamento pode-se observar uma melhoria de “87% de eficácia no tratamento de infecções intra-abdominais quando comparado ao tratamento padrão com meropeném (83%)” e de “infecções do trato urinário... os números foram ainda mais expressivos, com aproveitamento de 75%, se comparados aos do levofloxacino (47%)” (Veja, 2018). 


Vírus bacteriófagos


Colocar um microorganismo contra o outro pode parecer radical, mas é um sinal de uma crescente crise global. Cada vez mais pessoas estão morrendo de infecções que antes eram fáceis de tratar, porque muitas bactérias comuns evoluíram para suportar múltiplos antibióticos. Agora os pesquisadores estão correndo para encontrar novas alternativas aos medicamentos tradicionais, uma busca que está descobrindo formas incomuns de combater infecções, em lugares incomuns.


Ella Balasa, 26, de Richmond, Virgínia, tem uma doença genética chamada fibrose cística que cicatriza seus pulmões e aprisiona bactérias no seu interior, incluindo uma superbactéria chamada Pseudomonas aeruginosa. Uma dose diária de antibióticos inalatórios manteve a infecção sob controle até o outono passado, quando os medicamentos pararam de funcionar. Um antibiótico de última hora também não estava ajudando muito. O site Medical Express (2019) descreve a solução alternativa encontrada pelo pesquisador Benjamin Chan da Universidade de Yale pra o caso de Ella: “inalar deliberadamente um vírus extraído do esgoto para atacar sua superbactéria”.


Fibrose cística

Fonte: http://www.hcfmb.unesp.br/


O biólogo Benjamin Chan dedica-se a viajar pelo mundo coletando microorganismos que atacam bactérias (bacteriófagos) e revela que “recebe ligações de pacientes desesperados que pedem para experimentá-los” (Medical Express, 2019).  Ele explica que cada predador bacteriano na natureza tem como alvo uma variedade bacteriana diferente e por isso, o pesquisador faz suas coletas desde lugares como valas e lagoas até estações de tratamento de esgoto por tipos que atacam uma variedade de infecções humanas. Essa alternativa pode nos dar uma salvação durante algum período de tempo (até as bactérias adaptarem-se novamente).



STAPHYLOCOCCUS AUREUS X TELAVANCINA E CEFTOBIPROLE


De acordo com o site alemão especializado em farmacologia, VFA (2019): “Quase todos os antibióticos que surgiram entre 2001 e 2010 foram desenvolvidos especificamente com o objetivo de superar uma ou mais resistências existentes”  e destaca duas pesquisas do ano de 2018 contra a bactéria fortalecida Staphylococcus aureus: o medicamento Telavancina e o Ceftobiprole.

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Fonte: https://sistemadeensinoequipe.com.br/


Em uma apresentação rápida do site espanhol Pediamécum (2015): a telavancina é um antibiótico derivado semi-sintético da vancomicina e, de acordo com o artigo de revisão do site Arquivos Médicos (2011): “ceftobiprole é uma nova cefalosporina, com ótima ação contra Staphylococcus aureus, incluindo as cepas resistentes à oxacilina (MRSA), além de outros Gram-positivos, Gram-negativos, e também anaeróbios”.



DOS DRUIDAS À ATUALIDADE: STREPTOMYCES MYROPHOREAENTEROCOCCUS FAECIUM, KLESIELLA PNEUMONIAE ACINETOBACTER BAUMANII


Uma descoberta curiosa e recente veio das cantigas antigas da Irlanda do Norte, onde druidas usavam pequenos sacos de terra junto ao corpo para proteger-se de doenças da mesma forma que um antibiótico natural. O site alemão Wissenschaft aktuell (2019) descreve que “pesquisadores britânicos descobriram bactérias em uma amostra de solo que aparentemente liberam antibióticos altamente eficazes” e ainda acrescenta que “as espécies microbianas anteriormente desconhecidas do gênero Streptomyces produzem substâncias que inibem o crescimento de quatro dos seis principais patogênicos de multi-resistentes”, sendo que o número e a estrutura química das substâncias ativas microbianas ainda não foram determinados. 

Refer

Streptomyces sp. myrophorea

Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Streptomyces_sp._myrophorea


O professor Paul Dyson da Universidade de Swansea, juntamente de sua equipe, estão estudando as antigas práticas de cura em medicina natural no sudoeste da Irlanda do Norte, especificamente relatos do poder de cura do solo de uma área no Condado de Fermanagh (área conhecida como Boho). Esta localidade era de atividade druídica há 1.500 anos e foi provavelmente de significado cultural há 4.000 anos. De uma amostra de solo, os pesquisadores conseguiram cultivar oito cepas de estreptomicetos. Uma cepa que inibiu a maior parte do crescimento de outras bactérias foi analisada geneticamente e denominada como a nova espécie Streptomyces myrophorea. Ainda de acordo com a mesma matéria, as bactérias ali coletadas “mostraram-se resistentes contra 28 dos 36 antibióticos clinicamente utilizados” e foi detectado o crescimento de “estirpes multi-resistentes de Enterococcus faeciumStaphylococcus aureus (citada anteriormente), Klebsiella pneumoniae, e Acinetobacter baumanii. Esses germes estão atualmente entre os mais perigosos e particularmente difíceis de tratar os patógenos” (Wissenschaft aktuell, 2019).

Cultura de bactéria Klebsiella pneumoniae

Fonte: https://cmscientifica.com.br/bacteria-klebsiella-pneumoniae-exposta-clorexidina-ganha-resistencia


Apesar de todo o empenho, não há registros de como especificamente os druidas usavam essa aplicação médica e a detecção de antibióticos formando estreptomicetos poderia explicar alguns dos efeitos curativos tradicionais.  A matéria ainda termina com o acrescento de que “existem outras espécies microbianas das mesmas amostras de solo que podem ser importantes na busca por novos agentes antimicrobianos” (Wissenschaft aktuell, 2019).


Representação em 3D de bactérias Enterococcus faecium

Fonte: https://www.hygiene-in-practice.com/pathogen/enterococcus-faecium-en/



 CLOSTRIDIUM DIFFICILE (CDI) X RAMIZOL


O medicamento Ramizol ainda é novidade, está sendo testado em cobaias de laboratório e seus resultados têm sido satisfatórios. Desenvolvido na Universidade de Flinders, Austrália, o antibiótico tem como objetivo combater uma infecção potencialmente mortal no intestino grosso comum em pessoas que precisam tomar antibióticos por um longo período de tempo causada por Clostridium difficile (bactéria que está tornando-se cada vez mais resistente a antibióticos tradicionais).


Clostridium difficile

Fonte: https://www.news-medical.net/health/What-is-Clostridium-difficile-(Portuguese).aspx


O portal ICT (2019) destaca que o estudo constatou que “nos últimos dez anos, várias cepas de C. difficile surgiram e estão associadas a surtos de infecções graves em todo o mundo. Uma cepa específica é facilmente transmitida... e tem sido responsável por grandes surtos em hospitais nos Estados Unidos e na Europa” e acrescenta falando sobre os testes que: “quando doses de um novo antibiótico chamado Ramizol foram dadas a ratos infectados com uma dose letal da bactéria, uma proporção significativa de deles sobreviveu à infecção”.


A pesquisa, que foi realizada em conjunto pela Boulos & Cooper Pharmaceuticals, nos Estados Unidos, com base nos Laboratórios de Segurança de Produtos ToxStrategies e na Universidade Flinders, e foi publicada recentemente na revista Scientific Reports, ainda não está disponível no mercado e nem mesmo foi testada em humanos.



CANDIDA ALBICANS X CIFOMICINA DAS FORMIGAS BRASILEIRAS


Muitos antibióticos em uso hoje vieram de microorganismos que vivem no solo. Atualmente pesquisas revelam que bactérias que vivem em insetos podem ser eficazes no combate a bactérias resistentes. Um grupo de Cientistas da Universidade de Wisconsin-Madison, Estados Unidos, realizaram um estudo sobre atividades de bactérias em insetos e o resultado disso teve destaque na descoberta de um novo antibiótico na formiga Cyphomyrmex (espécie brasileira que cultiva fungos). Os pesquisadores nomearam o composto de cyphomycin (cifomicina). O site Medical News Today (2019) comenta sobre a pesquisa citando que: “testes de laboratório demonstraram que a cifomicina pode combater fungos que derrotaram a maioria dos outros antibióticos. O composto também tratou uma infecção fúngica em ratos sem dar origem a efeitos colaterais tóxicos”. Ou seja, trata-se de uma substância ainda em desenvolvimento e testes que: “eles a purificaram e mostraram que ela poderia tratar a Candida albicans em camundongos”, tal doença “é um fungo que comumente infecta pessoas com um sistema imunológico enfraquecido” (Medical News Today, 2019).


Fonte: https://www.tempo.pt/noticias/ciencia/virus-solo-e-vida-planeta-azul-terra-clima-tempo-espaco.html


A equipe não ficou surpresa ao descobrir que os insetos poderiam ser uma fonte rica de novos antibióticos. A sobrevivência dos insetos depende da co-evolução com micróbios que ajudam a combater patógenos que também estão evoluindo. Os pesquisadores também apontam que, como as bactérias se co-evoluíram com insetos, elas poderiam oferecer duas vantagens: “primeiro, eles são menos propensos a serem tóxicos e, segundo, podem ser eficazes contra patógenos resistentes a medicamentos” (Medical News Today, 2019).


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BACTÉRIAS DA FAMÍLIA ENTEROBACTERIACAE X COMPOSTOS DE ODILORHABDINS


Pesquisadores da Universidade de Illinois e a empresa de biotecnologia Nosopharm fazem parte de uma equipe internacional para descobrir novos antibióticos. Juntos, descobriram em uma fonte não convencional um composto que pode ser eficaz no tratamento de infecções bacterianas resistentes ou difíceis de tratar. “São chamados odilorhabdins, antibióticos que são produzidos por bactérias simbióticas encontradas em vermes que vivem no solo” (Fin Sciences, 2019).


Para identificar o antibiótico, o grupo de pesquisa investigou 80 culturas de bactérias. Compostos de odilorhabdins foram testados contra patógenos bacterianos, incluindo muitos que são conhecidos por desenvolver resistência e observou-se que: “trouxe a melhora para ratos que tinham sido infectados com um número de bactérias patogênicas e demonstrou atividade contra ambos os agentes patogênicos gram-negativos e gram-positivos, em particular contra Enterobacteriacae resistentes” (Fin Sciences, 2019).


Fonte: http://gazeta-rs.com.br/a-importancia-da-minhoca-para-a-saude-do-solo/


Os pesquisadores ressaltam a importância do estudo afirmando que a pesquisa é uma indicação do crescente desenvolvimento da cooperação internacional e inter-relacionada, que é necessária para combater a ameaça crescente e global da resistência aos antibióticos.


Fonte: https://www.politicadistrital.com.br/2018/05/25/servidora-alerta-para-perigo-da-falta-de-antibioticos-em-unidades-de-saude-do-df/


 A resistência adquirida pelas bactérias causada por uso incorreto de medicamentos ou mesmo pela ação do tempo e adaptação durante gerações causa muitas barreiras no desenvolvimento de tratamentos e curas para suas respectivas doenças. O estudo frequente da biodiversidade bacteriana trará mais chaves para essas cada vez mais complexas fechaduras e alternativas como o uso de microorganismo bacteriófagos confirmam novos caminhos em um mundo onde a resistência e adaptação tornam-se rápidas demais. O desenvolvimento científico de antibióticos novos, eficazes e seguros é crucial para enfrentar a crescente ameaça representada pelas bactérias resistentes a medicamentos em todo o mundo.


Fonte: https://www.tuasaude.com/resistencia-bacteriana/

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Essas alternativas podem nos dar uma salvação durante algum período de tempo (até as bactérias adaptarem-se novamente), mas como afirma o site finlandês de ciências Yle (2019): “sem mudanças rápidas, estamos a caminho da época em que doenças infecciosas comuns e pequenos ferimentos podem matar de novo como antes da invenção dos antibióticos”. Por isso vale a informação antes da exagerada medicação”.


As bactérias seguem a mesma batalha de sobrevivência que fazemos em outros organismos terrestres. Quando as pessoas inventam um novo medicamento, as bactérias fazem o melhor que podem para vencê-lo e sobreviver.


Fonte: https://guiadafarmacia.com.br/cinco-fatos-sobre-resistencia-bacteriana-aos-antibioticos/






Disponível em:  julianasphynx.blogspot.com  acesso em __/__/__

REFERÊNCIAS


CHEGA ao Brasil novo antibiótico contra superbactérias. Revista Veja, mai. 2018. Disponível em: <https://veja.abril.com.br/saude/chega-ao-brasil-novo-antibiotico-contra-superbacterias/>. Acesso em: 20 de março de 2019.


CZICHOS, Joachim. Antibiotika bildende Bakterien in heilender Erde entdeckt. Wissenschaft aktuell, jan. 2009. Disponível em:<https://www.wissenschaft-aktuell.de/artikel/Antibiotika_bildende_Bakterien_in_heilender_Erde_entdeckt1771015590654.html>. Acesso em: 05 de março de 2019. Em alemão.


FIGHTING Drug-Resistant Bacteria in the Intestines With a New Antibiotic. Infeccion Control Today, jan. 2019. Disponível em: <https://www.infectioncontroltoday.com/antibiotics-antimicrobials/fighting-drug-resistant-bacteria-intestines-new-antibiotic>. Acesso em: 05 de março de 2019. Em inglês.


MIMICA, Marcelo Jenne. Ceftobiprole: uma nova cefalosporina com ação contra Staphylococcus aureus resistentes à oxacilina. Arquivo Médico do Hospital Faculdade de Ciências Médicas Santa Casa São Paulo. 2011. Disponível em: <http://arquivosmedicos.fcmsantacasasp.edu.br/index.php/AMSCSP/article/viewFile/320/335>. Acesso em: 17 de março de 2019.


NEERGAARD, Laura. Using one germ to fight another when today's antibiotics fail. Medical Express, fev. 2009. Disponível em:<https://medicalxpress.com/news/2019-02-germ-today-antibiotics.html>. Acesso em: 05 de março de 2019.Em inglês.


NEUE Antibiotika: Den Vorsprung gegenüber resistenten Bakterien wahren. VFA-Die forschenden Pharma-Unternehmen, jan. 2019. Disponível em: <https://www.vfa.de/de/arzneimittel-forschung/woran-wir-forschen/neue-antibiotika-den-vorsprung-wahren.html>. Acesso em: 19 de março de 2019. Em alemão.


PADDOCK, Catharine. Bacteria living on insects could provide new antibiotics. Medical News Today, fev. 2019. Disponível em:<https://www.medicalnewstoday.com/articles/324507.php>. Acesso em: 05 de marçode 2019. Em inglês.


UUSI antibioottien ryhmä huumeidenkestävyyden torjumiseksi. Fin Sciences, fev.2019. Disponível em: <https://fin.sciences-world.com/new-class-antibiotics-combat-drug-resistance-59595>. Acesso em: 05 de março de 2019. Em finlandês.


WALLIUS, Anniina. Bakteerit selättävät antibiootit yllättävän monilla keinoilla. Yle, fev. 2019. Disponível em: <https://yle.fi/uutiset/3-10656651>. Acesso em: 05 de março de 2019. Em finlandês.





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