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18 de ago. de 2025

The Shining

    The Shining (“O Iluminado” em português brasileiro) é um clássico do gênero terror escrito por Stephen King e publicado em 1977. Foi o terceiro livro do autor e marcou um ponto de virada em sua carreira, tornando-se seu primeiro best-seller. A história foi influenciada pelas experiências pessoais de King, incluindo suas visitas ao Hotel Stanley, no Colorado, em 1974, que serviu de inspiração para o cenário do romance e sua própria luta contra o alcoolismo serviu para criar os personagens e a atmosfera do livro.

https://en.wikipedia.org/wiki/The_Shining_%28novel%29

 A luta assustadora entre dois mundos. Um menino e o desejo assassino de poderosas forças malignas. Uma família refém do mal. Nesta guerra sem testemunhas, vencerá o mais forte. Danny Torrance não é um menino comum. É capaz de ouvir pensamentos e transportar-se no tempo. Danny é iluminado. Será uma maldição ou uma bênção? A resposta pode estar guardada na imponência assustadora do hotel Overlook. Em O iluminado, quando Jack Torrance consegue o emprego de zelador no velho hotel, todos os problemas da família parecem estar solucionados. Não mais o desemprego e as noites de bebedeiras. Não mais o sofrimento da esposa, Wendy. Tranquilidade e ar puro para o pequeno Danny livrar-se das convulsões que assustam a família. Só que o Overlook não é um hotel comum. O tempo esqueceu-se de enterrar velhos ódios e de cicatrizar antigas feridas, e espíritos malignos ainda residem nos corredores. O hotel é uma chaga aberta de ressentimento e desejo de vingança. É uma sentença de morte. E somente os poderes de Danny podem fazer frente à disseminação do mal (Amazon).

    Esse é mais um livro da época em que os artistas contratados para fazer as capas recebiam o mínimo de instruções. Temos poucas descrições físicas dos personagens: Danny é um menino pequeno para a idade, cabelos loiros acobreados e olhos cinza; Jack é ruivo de olhos azuis e Wendy loira. O suficiente para acertar a capa se quiser.

    Possui prólogo contando a história de construção do hotel, seus moradores mais ilustres e como chegou em todo o caos… Também possui um epílogo com tudo o que aconteceu com os personagens sobreviventes. Coisas que foram cortadas e poucas pessoas devem ter conhecimento desses trechos.

    Acompanhando essa história ficamos sabendo desde o início que Jack é um desequilibrado. Já vem aquela moderna pergunta de sempre: por que Wendy não se separou desse louco dois anos antes dos eventos no hotel quando ele quebrou o braço do filho deles? Ele já tinha demonstrado ser agressivo e descontrolado. Não foi um acidente ou um descontrole perdoável e sim um louco que agrediu fisicamente uma criança de três anos. Não é perdoável. Não é seguro ficar ao lado de alguém assim. No desenvolvimento ficamos sabendo que Wendy realmente ia pedir o divórcio e tudo poderia ter sido melhor assim.

Stanley Hotel que serviu de inspiração para o Hotel Overlook
https://www.oviajante.com/hotel-que-inspirou-o-iluminado-deve-se-tornar-museu-de-terror/

    Então… Criança de três anos, somando dois anos depois: Danny tem apenas cinco anos! Ele é bem pequeno, frágil, chupa o dedo quando está assustado ou distraído e mesmo assim demonstra uma maturidade de pensamento muito a frente de sua idade. Seria por ter o poder de conversar com uma entidade mais velha? Danny parece o mais maduro entre os três personagens principais, mesmo que tenha alguns deslizes para a idade infantil que lhe é atribuída que muitas vezes vira um dualismo sem sentido no personagem. Temos mais algumas coisas sem sentido por aí: os pais se preocupam que o filho vai ficar mais solitário por não estar na escola e então o levam para ficar o inverno todo sozinho em um hotel? Ok, nem eu entendia meus pais.

    A frase que melhor descreve esse livro é: “você pode fugir de um estranho, mas não pode fugir de si mesmo”, que retrata tudo o que se passa com Jack no Overlook. Ele é assim e não foi ficando dessa forma com o passar do tempo (bem diferente do popular filme). O personagem não é alguém que pirou no hotel e sim alguém que já não tinha estrutura mental para assumir esse cargo de isolamento e foi mesmo assim. O grande fundo da história é o alcoolismo de Jack trazendo de volta seu lado violento semelhante ao do seu pai. O livro reforça o tempo todo que Jack é uma pessoa ruim e colocar uma pessoa ruim em isolamento com a família não tinha como dar em algo diferente.  Ele alterna entre realmente ser ruim pelo alcoolismo e estar possuído pelo pai abusivo após beber.

https://citandopalavras.wordpress.com/2015/01/27/hotel-stanley-inspiracao-de-stephen-king-para-o-iluminado/

    Temos sim paranormalidade no hotel, inclusive ele está drenando a energia de Danny e convencendo Jack através de seu alcoolismo a matar o proprio filho para “fazer parte” da energia ruim que ali assombra. A construção quer a energia de um Iluminado e temos pelo menos três outros Iluminados no livro, mas entendemos é que Danny é o de maior energia entre eles.

    Hall tem cabelo, é um dos outros Iluminados, conheceu outros Iluminados, seu nome real é Richard Hallorann e quando faz a brincadeira com Danny que o queria levar para a Flórida era algo sério já que ele tinha certa premonição que tudo ali podia dar errado quando ele fosse embora. E uma coisa bem legal: ele não morre e também fica possuído pelo hotel! Por falar em nomes… Winnifred eh o nome da Wendy!

https://www.ucicinemas.com.br/Home/CinemaHorarios/12526?origem=home

    Possui uma famosa adaptação para os cinemas do diretor Stanley Kubrick lançado em 1980 e que desagradou o autor por quase não ter semelhanças com o livro. 

https://www.imdb.com/pt/title/tt0118460/

    Também ganhou uma minissérie de televisão que pode ser vista como um filme longo e  é um pouco mais fiel à obra original, mas visivelmente feita com bem menos recursos que o filme de Kubrick.

    O livro é sobre violência familiar e as produções ficaram no hotel. Foi um erro mas que deu mais visibilidade e popularidade à essas produções pelo fato do sobrenatural ser bem mais chamativo que o contexto familiar. Também me chamou a atenção que o hotel é sempre descrito como todo azul na sua maioria com alguns detalhes em preto ou branco (muito frio) e nas produções ele foi totalmente alterado para vermelho (cor atribuída a terror e desconforto visual) e outros tons quentes. 

https://rollingstone.com.br/noticia/hotel-de-o-iluminado-esta-aberto-teria-coragem-de-dormir-la/

https://gente.ig.com.br/celebridades/2025-05-05/gemeas-de--o-iluminado--reaparecem-e-emocionam-fas-do-terror.html

    E as famosas gêmeas? Não tem. Machado? Não tem. Triciclo? Não tem. Mexer o dedo no espelho? Não tem. E o quarto 237? É 217. Labirinto de plantas? Não tem. E o cara vestido de cachorro??? Aaaa… Esse devia ter sido bem mais explorado nas adaptações!

https://web.facebook.com/photo.php?fbid=1320872919138718&id=100036480660029&set=gm.9353856284736720&_rdc=1&_rdr#

    Esse livro tem uma sequência publicada intitulada Doctor Sleep, onde Danny tem 30 anos e que também ganhou filme, mas aí é outra história… E que achei bem ruim pelo filme, mas se for como as produções desse livro pode nem ter semelhança.

https://www.amazon.com.br/Doctor-Sleep-Shining-Stephen-2013-09-24/dp/B0182PQMUG

29 de jan. de 2025

I delitti del mosaico

    Publicado em 2006 e traduzido para o português como "Os Crimes do Mosaico: um caso de Dante Alighieri" é um livro escrito por Giulio Leoni que, bizarramente, coloca o falecido Dante Alighieri em uma narrativa investigativa fictícia: 

    “Os crimes do mosaico é um brilhante thriller histórico. O protagonista é Dante Alighieri, o autor de A Divina Comédia, que atua como detetive numa série de crimes assustadores que assolam Florença no ano de 1300. Tudo leva a crer que uma seita secreta age nos subterrâneos da cidade e cabe ao grande poeta juntar as peças como um verdadeiro Sherlock Holmes. Com um estilo inteligente que mantém o suspense da primeira à última linha, Giulio Leoni reconstrói a Florença do Renascimento nos mínimos detalhes e apresenta um Dante em carne e osso, poderoso, amargo e genial.” (Sebo Caravelas, 2025).


    Vou dizer que não é um "brilhante thriller histórico" porque nada encaixa. É uma grande história de viés de confirmação (Confirmation Bias) em cima do desenho de um mosaico sem olhar ao redor para realmente investigar a cena como um todo. No livro há toda um mistério envolvendo uma seita secreta que cria uma atmosfera sombria e suspense, mas que não parece dar em nada!

    Eu ainda não vi sentido em pegar uma figura existente para ser o protagonista da história se não a de chamar a atenção mesmo. Acredito que foi até meio desrespeitoso levando em conta algumas das coisas que acontecem no decorrer do livro e que ninguém saberia dizer se seriam mesmo decisões tomadas por Dante.

    O texto realmente me prendeu, mas chegou no fim murchou e morreu.

Obs: pesquisando sobre a sinopse descobri que "I Delitti del Mosaico" é um outro romance policial escrito por Carlo Lucarelli, publicado em 1996. A história se passa na, Itália, o protagonista é um inspetor e a história envolve arte, política e crime organizado...

8 de jan. de 2025

Warlord Chronicles trilogy

    Conjunto de três livros: The Winter King (O rei do inverno), Enemy of God (O inimigo de Deus) e Excalibur que contam a história do lendário Arthur pelo ponto de vista de seu melhor amigo (Derfel Cadarn). Escrito por Bernard Cornwell, a tilogia foi traduzida para o Brasil como "As Crônicas de Artur".
    Sendo bastante  coisa vou colocar a sinopse de cada livro e no final farei minha "ficha de leitura" habitual. DEmorei bastante para escrever sobre essa coleção, espero ainda lembrar os fatos importantres.


The Winter King

https://en.wikipedia.org/wiki/The_Winter_King_%28novel%29

    Lançado em 1995, possui a seguinte sinopse:
    O romance se passa no ano 480, e é dividido em cinco partes narradas pelo protagonista, Derfel Cadarn. Um antigo guerreiro jurado a Arthur e agora um monge ancião, Derfel conta a história de como Arthur se tornou um senhor da guerra na Britânia da idade das trevas, apesar de não ter direito legítimo ao trono. Após ser banido à Armórica por seu pai, o rei Uther Pendragon, Arthur retorna para proteger o novo rei, seu sobrinho Mordred. Porém, quase a ponto de unificar pacificamente a Britânia, a decisão de Arthur de se casar com Guinevere mergulha a ilha em guerra novamente (Wikipedia, 2025).

Enemy of God 

Lançado em 1996.

https://www.amazon.com.br/Enemy-God-Book-Two-Chronicles/dp/1405928336

    Contra todas as chances, Arthur, o guerreiro da Dumnônia, alcançou a paz entre os antagônicos reinos Britânicos e se prepara para marchar com seu exército contra os Saxões. Merlin organiza uma aventura perigosa nas terras do inimigo mais terrível da Britânia, em uma tentativa de recuperar uma antiga relíquia que vai ajudá-lo a restaurar a Britânia à sua glória passada. Enquanto isso, os inimigos de Arthur o cercam, prontos para destruir seu mundo para lucro pessoal (Wikipedia, 2025).

Excalibur


Último livro da trilogia foi lançado no Brasil em 1997.

https://www.kobo.com/br/pt/ebook/excalibur-2

    Nesse terceiro volume da série, iniciada com O rei do inverno , seguida de O inimigo de Deus , o escritor imerge o leitor em uma Britânia cercada pela escuridão. E apresenta os últimos esforços de Artur pra combater os saxões e triunfar sobre um casamento e sonhos desfeitos. Excalibur mostra, ainda, o desespero de Merlin, o maior de todos os druidas, ao perceber a deserção dos antigos deuses bretões. Sem seu poder, Merlin acha impossível combater os cristãos, mais perigosos para a velha ilha do que uma horda de famintos guerreiros saxões. O livro traz vívidas descrições de lutas de espada e estratégias de guerra, misturadas com descrições da vida comum naqueles dias: longas barbas servindo como guardanapos, festivais pagãos, com sacrifícios de animais, e pragas corriqueiras, como piolhos. Tendo por narrador um saxão criado entre os bretões, Derfel, braço direito de Artur, Excalibur acompanha os conflitos internos de Artur, recém-separado da esposa, mas ainda apaixonado por sua rainha. Atacado por velhos inimigos, perseguido por novos perigos, mas sempre empunhando a espada Excalibur, um dos objetos de poder legados aos homens pelos antigos deuses dos druidas. Cornwell mostra, ainda, como as ameaças vindas de todos os lados acabam fazendo com que Artur se volte para a religião, chegando a se batizar como cristão. Todos os sacrifícios são válidos para salvar sua adorada Britânia (Amazon, 2025).
    A história durante todos os livros é dupla: parte no passado vivida Derfel e a parte do presente com esse mesmo personagem agora sendo um monge contando e transcrevendo a história para sua atual rainha que tem muita curiosidade sobre o preíodo de Arthur.

    Não poupo spoilers! Largue agora se não quer!

    No primeiro livro temos o nascimento de Mordred apresentando mau presságio por ter a perna deformada. Somos apresentados à uma Morgana deformada por um incêndio, o mago Merlin juntamente com sua amante de 14 anos chamada Nimue e nosso narrador apaixonado pela mesma. Não vou contar toda a história, mas posso garantir que Nimue é quem tem as piores fases no decorrer dos livros. Ela é uma versão da Dama do Lago a fada mais conhecida no Brasil como Vivian ou Viviane.

A Dama do Lago de Speed Lancelot (1912)
https://pt.wikipedia.org/wiki/Dama_do_Lago

    Um dos personagens que me chamou a atenção foi a belissima Ceinwyn que tem um arco bastante inesperado ao mesmo tempo que eu esquecia que Morgana existia (o autor também!). E é claro que aqui também tem a ruiva causadora de confusões Guinevere, o traíra Lancelot e Arthur.... Sendo Guinevere outra que me surpreende mais para o final.
                          
Lancelot e Guinevere
https://www.worldhistory.org/Guinevere/

    A narrativa de Derfel oferece uma perspectiva única sobre a lenda arturiana: são várias as coisas diferentes coimparando com as histórias clássicas. O autor basicamente reconta tudo da forma que achou mais adequada e sem se prender no já previsível das lendas. Uma das coisas que chama a atenção é o nome da espada nunca ser Excalibus e sim Caledfwlch. Essa palavra galesa significa "faca de Caledônia" ou "espada de Caledônia". Bernard Cornwell escolheu usar esse nome para manter a autenticidade histórica e literária da época. Outra coisa muito boa que ele mudou foi o fato de não existir magia. Sim, magos são mentirosos que botam medo nos outros apenas sendo uns esquisitos como realmente acontece no mundo real.

Já fez a pesquisa com esse nome?
https://www.google.com/search?q=caledfwlch

    Seguindo adiante na história e livros, um personagem que se destaca bastante é: Sagramor. Ele é um líder militar habilidoso e leal, comandante da cavalaria de Arthur e um dos principais conselheiros do rei. Sagramor é conhecido por sua integridade, inteligência e coragem. Sua origem armênia adiciona uma perspectiva cultural única à narrativa. Ao longo da trilogia, Sagramor evolui de líder militar para conselheiro político, revelando sua inteligência e habilidade estratégica. Sua rivalidade com Lancelot destaca a diferença entre lealdade e egoísmo. Em vários momentos ele é descrito como o único homem  negro visto/conhecido pelos personagens. Foi inspirado em Sir Sagramore, um cavaleiro da Távola Redonda nas lendas arturianas.

 O Memorial das proezas da segunda tavola redonda: Triunfos de Sagramor
https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/8281

    Chegamos no terceiro livro e um cerco gigante. E não, eu não estou resumindo nada e sim passando super por cima! Bernard Cornwell cria um final emocionante e coerente com a lenda arturiana, encerrando a trilogia de forma épica e fazendo eu me perguntar: "mas parou porque ele morreu?".

    Os grandes temas tratados na história:
  • Guerra e liderança
  • Política e poder
  • Mitologia celta
  • Cristianismo x paganismo
  • Amor e lealdade

    Características macantes:
  • Personagens complexos e multifacetados.
  • Relações intricadas entre personagens.
  • Desenvolvimento de personagens ao longo da trilogia.
    Vi que recentemente saiu uma série sobre essa coleção de livros, com um elenco nadinha fiel às descrições e colocando a magia como algo real na história. O autor se esforça para não ter magia, dizer mil vezes alguns traços físicos dos personagens e fazem isso… Mas… Já foi cancelada!

https://filmow.com/o-rei-do-inverno-1a-temporada-t354542/

    E estava ruim mesmo:

https://www.google.com/search?q=rei+do+inverno+serie+segunda+temporada

Obs: Arthur é um traíra e eu nunca mais falaria com ele se fosse amigo meu fazendo isso! Se teve alguma curiosidade leia os livros e descubra!

24 de jan. de 2024

Dracula

    Ixxx… Esse já faz tempo, mas eu tinha realmente esquecido de escrever sobre ele aqui!

    Escrito por Bram Stoker e lançado em 1897, este livro apresenta: 
“a narrativa é relatada por meio de cartas, diários e artigos de jornal. Não tem um único protagonista, mas abre com o advogado Jonathan Harker fazendo uma viagem de negócios para ficar no castelo de um nobre da Transilvânia, Conde Drácula. Harker escapa do castelo depois de descobrir que Drácula é um vampiro, e o Conde se muda para a Inglaterra e assola a cidade litorânea de Whitby. Um pequeno grupo, liderado por Abraham Van Helsing, caça Drácula” (Wikipedia, 2023).


    Esse livro de fato é bizarro. Drácula é descrito como um cara de aparência medonha, unhas curvas bem longas, magro e estranho com hábitos estranhos. Eu realmente não dormiria na casa dele! 

    Essa história das três esposas do Drácula é certamente um mau entendido. A cena é clara: Harker encontra uma sala com três caixões, sendo que um deles está em nível mais alto, mais decorado e é praticamente um altar de onde sai a mulher que é fisicamente diferente das outras (loira e muito mais clara). Observando a época, posso acreditar que seja a esposa do conde e suas duas criadas. Era comum mulheres ricas terem damas de companhia que iam para todos os lados com elas, porque não nos seus caixões de vampiras?

https://dercio.com.br

    Não existe a obsessão de reencarnação de esposa em Mina. A moça para piorar se chama Wilhelmina e Mina é apelido. O que acontece é que o conde quer pegar alguém e ainda não pegou ela. Basicamente isso. E o pegar é no sentido de morder mesmo.

    Sobre essa época, fica claro o culto à pele branca. Cada vez que uma mulher era “infectada” e estava virando vampira era descrita como cada vez mais pálida e bela. Lucy é descrita como a mulher mais linda no livro. Com seus longos cabelos escuros, pele bem branca e lábios vermelhos (quase uma Branca de Neve). Quanto mais doente ficava "mais pálida e linda" estava ficando. Ela nunca é adaptada corretamente no cinema. Por falar em cinema… Foi adaptado para o cinema mais de 30 vezes! Posso dizer que foi bom em bem poucas… Queria ver a Lucy roubando criancinhas a noite assim como queria ver o Gollum fazendo o mesmo.

    A história é muito bem ambientada, descrita e as vezes desconfortável, mas não chega a ser assustadora. A grande exceção aqui é a cena da chegada do conde de navio em outra cidade. Eu ia dizer que daria um ótimo filme de suspense, mas realmente lançaram um filme sobre essa cena:


    E que depois de assistir eu adoraria "desver". Além de não ter qualquer semelhança com o que foi escrito ele falha miseravelmente com a própria lógica narrativa interna. Vamos fingir que nem existe.

    E filme bom? Indico esses, é só clicar:

 

    Nenhum deles conta a história do livro, mas será que tem algum filme fiel ao livro?  Vi alguns que chegam mais perto em alguns aspectos mas mudam completamente outros e no fim nenhum deles faz algo completo.

3 de jan. de 2024

Vingt ans aprés

    Primeira sequência de Os Três Mosqueteiros, publicado em 1845 escrito por Alexandre Dumas. A história dos mosqueteiros é uma trilogia: Les Trois Mousquetaires (Os Três Mosqueteiros) de 1844, Vingt ans aprés de 1845 (Vinte anos depois) e  Le Vicomte de Bragelonne de 1847 (O Visconde de Bragelonne). Mas... Desculpa Dumas, não dá para continuar depois desse livro. O terceiro livro conta  história do homem da máscara de ferro que eu queria bastante conhecer, mas esse segundo me desanimou de chegar lá. A história agora é a seguinte: 
"Trata-se de um D'Artagnan diferente, mais maduro, mais astuto e mais corajoso do que nunca, ele se envolve nas disputas políticas da Regência. A França divide-se em dois partidos: o de cardeal Jules Mazarin, que controla, em maior parte, a rainha Ana da Áustria, e o seu filho, o rei Luís XIV de França, que ainda não atingiu a maioridade; e o partido popular (La Fronde), com alguns dos mais importantes elementos da nobreza. D'Artagnan, como está ao serviço dos mosqueteiros reais, é obrigado a lutar pelo partido de Mazarin."

https://www.amazon.com.br/Vingt-ans-apr%C3%A8s-Mousquetaires-Collection-ebook/dp/B087NQNGTZ

    Aqui temos uns erros que nem consigo entender como são do mesmo autor do livro anterior: 

1 - O livro é tão focado na política que tem imensos capítulos de diálogos super lineares que não revelam nada e nem avançam a história;

2 - Apresenta um monte de personagens que parecem que terão importância, mas sem os aprofundar ou contextualizar direito os deixa para trás no decorrer da narrativa;

3 - Quando parece que vai ter ação como no livro anterior o clima é simplesmente interrompido e a ação não acontece;

4 - As coisas parecem que só começam mesmo a acontecer no final e ai acaba!

    Os três mosqueteiros continuam sendo quatro mosqueteiros e oito pessoas ao todo. Pelo menos nessa história dos outros personagens que andam com eles tem muito mais relevância, mas mesmo não sendo mais criados continuam sendo tratados como tal e se humilhando como antes! Todos os antigos empregados subiram na vida. Planchet, agora mais rico que seu antigo "mestre", ainda só se humilha: come resto de comida do D'Artagnan mesmo depois de não trabalhar mais para ele! Mas aqui pelo menos ele sobe cada vez mais na vida militar durante a história: termina como tenente e possível capitão no futuro. Eu queria um livro solo desse cara.

    Um dos pontos legais que a história aborda é a relação de amizade inabalável entre os companheiros: mesmo após vinte anos de separação, os personagens principais aparecem muito mais unidos apesar de estarem lutando em lados opostos. 

    Não posso deixar de comentar que nesse livro ficamos sabendo que D'Artagnan tinha um pouco mais de 1 metro e meio!

    Só achei referência de uma única adaptação para o cinema que é de 1922 do diretor Henri Diamant-Berger:

https://en.unifrance.org/movie/39198/vingt-ans-apres

    Um ano antes esse mesmo diretor havia adaptado a história do primeiro livro para um filme.

Mas voltando a história: Porthos agora é retratado como extremamente forte e do nada virou também um cara limitado intelectualmente. A primeira coisa acaba virando uma piada recorrente que nem era citada no primeiro livro.

    "Nada amolece o intelecto como o sono".... Uma frase sobre dormir! Não é uma referência a ter sono te dexa pensando menos, mas sim para não dormir naquele momento. Tem muito conselho ruim aqui! 😂

    Achei engraçado que mesmo com raiva o povo aqui se trata sempre com pronomes educados.

    Eu ainda não entendo porque uma pessoa que tem um filho, cria esse filho em casa e fala para ele que não é o pai e sim que é um pai adotivo sendo que realmente é o pai da criança. E outra coisa: tem um cara de pijama no meio de uma cena que nada foi relevante dizer que ele estava ali de pijama e fiquei intrigada até agora com isso!

Chegou no final e concluí que um monte de personagem importante é citado, não aparece e quando aparece é pra morrer no mesmo parágrafo! Fora que morreu quase todo mundo que voltou do outro livro. 

Foi uma história muito mal planejada com 778 páginas que poderiam ser 200.

22 de nov. de 2023

Strange Case of Dr Jekyll and Mr Hyde

     Publicado em 1886 e traduzido diretamente como "Estranho caso do Dr. Jekyll e o Sr. Hyde" ou mais conhecido no Brasil como "O médico e o monstro". A história narra 
“como o Dr. Jekyll, um respeitado médico inglês, vai se afastando do convívio com os amigos, ao mesmo tempo em que o assustador e misterioso Sr. Hyde parece ter cada vez mais influência sobre ele. A partir do momento em que alguns crimes brutais passam a assustar os moradores da Londres do século XIX, um amigo do Dr. Jekyll, começa a suspeitar que algo muito estranho está acontecendo e inicia sua própria investigação”.


    O site Hedra (2023) faz um bom compilado do livro ao resumir que: 
    "O médico e o monstro é um dos maiores clássicos do terror psicológico, marcado pelo cientificismo da época vitoriana. O respeitado médico escocês, dr. Jekyll, fazendo pesquisas para entender os impulsos e os sentimentos humanos mais profundos, acaba por criar uma droga que libera seus aspectos mais primitivos, o animal adormecido sob a capa do homem civilizado: no seu caso, ele assume a forma de Mr. Hyde (do verbo hide, esconder, ocultar; mr. Hyde é a versão oculta do bom dr. Jekyll). Se Jekyll é um médico educado e dedicado a pesquisas que visam o bem-estar geral através do conhecimento, a monstruosidade de Hyde está, essencialmente, em sua entrega aos prazeres e à luxúria como um fim em si, por quaisquer meios, incluindo a força física.O livro influenciou a literatura assim como a cultura pop. Além de inúmeras adaptações para vários meios, como o cinema, é o modelo para personagens de quadrinhos, como o Hulk, a versão furiosa do Dr. Banner. Por outro lado, segue uma tradição de ficção psicológica e tecnicista moderna, cujo modelo original é o Frankenstein de Mary Shelley". 

    Também tem adaptações para quadrinhos, alguns filmes para televisão (lembro de ter assistido um nos anos 90), algumas adaptações para cinema e um famoso e bem ruim filme de 1932:

https://www.adorocinema.com/filmes/filme-108380/

Nem a mãe dele o achou bonito
https://bocadoinferno.com.br/criticas/2016/11/o-medico-e-o-monstro-1932/

    Pelo menos as capas dos quadrinhos são mais bonitas que a caracterização do filme… Não que seja coisa difícil.
    


https://editoradcl.com.br/produto/hq-o-medico-e-o-monstro/ + https://www.amazon.com.br/m%C3%A9dico-monstro-em-Quadrinhos/dp/655552460X

    Depois de uns anos ainda descobri que tem ele em um clipe de uma boy band mas que é impossível saber quem é. Sério, é bem ruim! É tão ruim quanto o filme! Custei muito para achar essa imagem, lembrar que clipe era e lembrar que eu sempre achei que fosse o Duas-Caras e não fazia sentido, mas pesquisando por "duas caras boyband clipe" funcionou. Essa foi a melhor prova de uma caracterização péssima. Lembro que fiquei chocada quando soube que era para ser o Sr. Hyde:

https://www.popiconsblog.com/pop-icons/behind-the-song-everybody-backstreets-back-by-backstreet-boys

    Ok… Em matéria de suspense a história para hoje soa tão tosca quanto as imagens do filme e clipe ali acima. Talvez na época que foi escrito causou choque e até mesmo pareceu não previsível, para os tempos de agora acredito ser uma literatura bastante ultrapassada mas com uma mensagem que nunca vai mudar não importe o tempo que passe: apresenta a dualidade existente dentro de cada pessoa quando figurativamente o personagem principal toma uma poção fumegante e passa então a colocar para fora seu pior lado fazendo o leitor concluir que o perigo dos indivíduos não vive do lado de fora e visível para todos mas sim no lado mais interno e obscuro do ser.

  Uma coisa bem negativa aqui é para a capa dessa edição em questão que usa um famoso quadro para ilustrar o livro:

https://www.amazon.com.br/Strange-Case-Dr-Jekyll-Hyde/dp/0486266885

    Acaba sendo a mesma capa de outras publicações e isso lhe tira personalidade e referência. Um exemplo é Os Sofrimentos do Jovem Werther que eu cito nessa outra postagem e apresenta a seguinte capa:

https://www.amazon.com.br/Os-Sofrimentos-do-Jovem-Werther-ebook/dp/B00A3D9WFI

    Também lembrei de O Retrato de Nicolai Gogol:

https://www.amazon.com.br/Retrato-Nicolai-Gogol-ebook/dp/B00A3D16PC

    O nome dessa pintura é The Desperate Man (o homem desesperado) feita por Gustave Courbet:

https://www.reddit.com/r/dalle2/comments/w0k9yp/the_desperate_man_by_gustave_courbet_uncropped/?rdt=58333

      Contratar um designer ou um ilustrador é sempre muito bom.

    E fica aqui o artigo de um blog relatando como O Médico e o Monstro está presente na cultura pop.

15 de fev. de 2023

Eaters of the Dead: The Manuscript of Ibn Fadlan Relating His Experiences with the Northmen in AD 922

    Eaters of the Dead ou Devoradores de Mortos como foi traduzido no Brasil é um romance de Michael Crichton (o mesmo escritor de Jurassic Park), lançado em 1976. Trata-se de um relato fictício inspirado na saga de Beowulfcomo se ela fosse na vida real: 

Em Devoradores de mortos, Michael Crichton presenteia os leitores com um delicioso relato sobre a vida dos vikings. Ele parte de fragmentos valiosos do mais antigo documento sobre o assunto: o raro manuscrito de 922 do árabe Ahmad Ibn Fadlan, emissário do califa de Bagdá que visitou o povo nórdico. A vida desse povo é narrada de forma inédita, jamais vista pelos ocidentais. Amantes dos mares, dos oceanos e das perigosas navegações, os vikings são apresentados não mais como bárbaros, mas como um povo desbravador e destemido. Conquistadores de muitos povos, seus bandos se espalharam por uma imensa área e vários nomes de tribos suas foram deixados como herança em diversos pontos do planeta, como a Rússia, derivada da tribo de Rus. Crichton comenta, retifica, questiona e analisa todas as impressões de Fadlan. Como todas as suas obras, esse livro é praticamente um filme. Por meio de imagens vibrantes, o autor propõe ao leitor uma verdadeira viagem no tempo, da qual o ponto alto é o inquietante episódio em que os vikings teriam sido atacados por seres peludos e animalescos, extremamente agressivos - os misteriosos devoradores de mortos.


    O relato é cheio de coisas inventadas, não existiu muita pesquisa para formular os "fatos" descritos no livro (o que inclui até a invenção de um tribo indígena brasileira), fora que estupros são tratados como algo bem normal e muito aceitável por escravas. TENSO!

    Inspirou o filme The 13th Warrior (em portuguêss "O décimo terceiro guerreiro"), que só me reforça que americanos não sabem distinguir atores estrangeiros e escalaram Antonio Banderas para fazer um árabe. O filme tem um fundo um pouco diferente do livro e os detalhes mais gosmentos são limpos.

https://www.imdb.com/title/tt0120657/

8 de fev. de 2023

Legion

  Continuação do livro The Exorcist de 1971. Lançado em 1983 e escrito por William Peter Blatty. Teve o nome no Brasil como "O Espírito do Mal" e sua sinopse apresenta: 
    Quinze anos após ao exorcismo da garota possuída pelo demônio, Georgetown é assolada por uma série de macabros assassinatos. O Detetive Kinderman investiga e pouco a pouco descobre fatos que ligam os crimes a um perigoso assassino executado no mesmo dia do exorcismo. Um ritual de crucificação de um menino surdo-mudo, é o primeiro de uma trilha de assombrosos assassinatos que o detetive kinderman começa a percorrer, defrontando-se com um novo enigma a cada etapa. Por que todos os assassinados sofrem mutilações terríveis? Por que duas das vítimas são padres? Existe alguma relação entre os crimes e uma série de outros que ocorreram doze anos antes… e que supostamente acabaram com a morte do assassino? Kinderman cerca o brutal homicida pelas ruas escuras da cidade. Até que por fim, desesperado, se atreve a cruzar a fronteira que separa os vivos dos mortos.


    Fico sem palavras. O livro é bom demais! Dessa vez é muito mais focado em investigação que em sobrenatural. Temos novamente Lieutenant Kinderman e suas referências do cinema clássico. Eu realmente tinha gostado desse personagem e queria uma história a mais com ele. A temática é visivelmente inspirada nos crimes do assassino Zodíaco (identidade até hoje desconhecida) e pode não parecer no começo, mas é sim a continuação de The Exorcist, basta continuar a leitura para se surpreender.

        Teve adaptação para o cinema e, ironicamente, se chama O Exorcista III. Pois é… Existe um segundo que nada tem a ver com a primeira história e me arrependo bastante de ter assistido. O terceiro faz tantos anos que assisti que não lembro direito, mas sei que é a história do livro com um exorcismo improvisado só para o título fazer sentido. Vou acabar revendo agora que conheço o livro que se baseou. E quaaaase que ele foi mais fiel a obra original e atropelou o segundo filme para existir no lugar dele: 
    "O filme foi originalmente intitulado Legion, mas foi alterado para O Exorcista pelos executivos da Morgan Creek Productions, para ser mais comercial. O enredo em si também foi drasticamente alterado na pós-produção, com refilmagens impostas pela produtora que exigiu de última hora uma sequência de exorcismo para o clímax do filme." (Musica&Cinema, 2022)
https://www.imdb.com/title/tt0099528/

    Se o título do filme mesmo sendo a sequencia direta do O Exorcista já parece curioso, pior ainda é saber que suas traduções por ai não correspondem a palavra Legion (Legião) traduzida:

Capa do livro lançado na Itália (traduzido seria algo como Assassino gêmeos) e no Brasil foi lançado como O Espírito do Mal
amazon.com.br/Gemini-killer-William-Peter-Blatty/dp/8804367040 e estantevirtual.com.br/livros/william-peter-blatty/o-espirito-do-mal/2074105514

    Surpreendente e criativo. Quero ler mais livros dele. Esse autor é bom! Uma pena que eu não possa escrever mais, pois tudo entrega as surpresas.

18 de jan. de 2023

Les Trois Mousquetaires

         Romance de Alexandre Dumas "inicialmente publicado como folhetim no jornal Le Siècle de março a julho de 1844, foi posteriormente lançado como livro, ainda em 1844, pelas Edições Baudry, e reeditado em 1846 por J. B. Fellens e L. P. Dufour com ilustrações de Vivant Beaucé" (Wikipédia, 2023). Faz parte de uma trilogia baseada no período histórico dos reinados de Luís XIII e Luís XIV.. A sinopse do livro trata de: 

    "Este livro conta a história de um jovem de 20 anos, proveniente da Gasconha, D'Artagnan, que vai a Paris buscando se tornar membro do corpo de elite dos guardas do rei, os mosqueteiros do Rei. Chegando lá, após acontecimentos similares, ele conhece três mosqueteiros chamados "os inseparáveis": Athos, Porthos e Aramis. Juntos, os quatro enfrentaram grandes aventuras a serviço do rei da França, Luís XIII, e principalmente, da rainha, Ana de Áustria.

    Encontraram seus inimigos, o Cardeal Richelieu e os seus guardas, além de Milady, uma bela mulher à serviço de Richelieu. Essa lista também inclui os huguenotes e os ingleses, inimigos da Coroa francesa.

    Com seus numerosos combates e suas reviravoltas romanescas, Os Três Mosqueteiros é o exemplo típico do romance de capa-e-espada".


     Eu fico confusa em expressar o que achei do livro, pois até a primeira metade os "heróis" aqui são assassinos de policial que só brigam, arrumam mais brigas e matam muita gente a toa (sim, estou me referindo aos quatro protagonistas), mas ainda se veem no direito de julgar outros assassinos! Surram seus criados e até abandonam um baleado.  A aventura não é exclusiva de três mosqueteiros e um aprendiz, mas sim de oito homens já que eles sempre levam os empregados junto. Basatante machistas e D'Artagnan conhece uma mulher a três horas e ja diz a todos que a ama (sendo que ele já amava outra que tinha conhecido assim também). Não tem como levar a sério. Pistolas são armas e também são dinheiro nessa história, isso deixa uns trechos ambiguos e engraçados

    Quando Milady entra que as coisas começam a mudar de tom: temos um visível amadurecimento na escrita, nos personagens, nos objetivos e mesmo em prender o leitor.

    A história possui diversos personagens históricos, mas uma pesquisa mais tarde me deixou espantada por ver que os protagonistas também são reais: D'Artagnan é Charles de Batz de Castelmore d'Artagnan, Athos é Armand de Sillègue d'Athos d'Autevielle, Porthos é Isaac de Portau e Aramis é Henri d’Aramitz. 

Charles de Batz de Castelmore d'Artagnan, Armand de Sillègue d'Athos d'Autevielle, Isaac de Portau e Henri d’Aramitz.

    E depois de ver essas fotos fica aquela pergunta clássica: então os três mosqueteiros eram quatro? Não! Eram 3 mosqueteiros e D'Artagnan que ainda não é mosqueteiro e no todo são oito homens cumprindo as missões (já que cada um tem um criado).

    Por que começar de maneira a fazer com que eu odiasse os protagonistas tão depressa? Ainda bem que segurei e segui a história, assim pude entender o que a faz ser interessante além do contexto de fantasia histórica.


    Recomendo para quem sobreviver a primeira metade! 

    E sobre adaptações.... Teve muitos filmes, desenhos, quadrinhos… Agora mesmo vai sair um filme novo deles e de Milady. A adaptação que mais tenho memória mesmo é essa:

https://brincabrincando.com/dartacao-e-os-tres-moscaoteiros/

    Como em quase todas as adaptações e trechos do livro esse povo só pega em espadas chego a esquecer que mosqueteiros usam mosquetes e fica aquela imagem nada a ver na cabeça pque para ser um mosqueteiro precisa ter uma espada fina e um chapéu de pena. 

Um mosquete:
https://br.depositphotos.com/stock-photos/arma-pirata-isolado.html

    Agora vem a parte fivertida da coisa: a famosa frase "um por todos e todos por um" não é dita no livro em momento algum e nem mesmo é um lema deles. Sério! É dito outra coisa que meio que signifca isso mas é em um momento passageiro e assim fica por isso mesmo. Fomos enganados a vida toda! 

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Acabei achando a sessão inútil de manter. Contato: JulianaOdeiaCafe@gmail.com