16 de dez. de 2020

Unicórnio tradicional: meu primeiro desenho baseado em NADA

 Ficou estranho esse título, mas faz sentido.

Estava olhando umas coisas sobre cavalos. Acabei desenhando um e gostando bastante, ai na brincadeira veio a ideia de colocar um chifre nele por ser um animal branco demais e foi quando eu lembrei que unicórnios originalmente não eram cavalos com chifre!



Fui ali no cantinho pegar meu amado livro sobre mitologia e reler a descrição do unicórnio, que é um animal "chifre preto de 1,20m , pés com casco fendido, corpo semelhante ao de um cavalo (mas não é) e muito pelo para todo o lado!" e um restante de descrição completamente diferente.

Esse é meu livrinho amado!


Estava explicando isso para uma colega e correndo atrás de alguma ilustração de um animal mitológico desses estilo tradicional. Não achei mais do que duas na internet e uma no meu livro. Por que então não fazer a minha?

Todas as  três ilustrações


Foi ai que abri uma tela em branco no Photoshop e entrei na jornada de uma semana de negação e sofrimento! No início achei que estava apenas tomando o rumo de mais um desenho para ser jogado fora, mas até que saiu direitinho...


Nada como começar com uma cabeça fingindo não estar fazendo um cavalo:



Tentei me apegar em detalhes que fugissem um pouco de ser um cavalo e nas orelhas serem retratadas sempre grandes. Assim temos esse jumentinho careca com nariz cor-de-rosa:


Confesso que foi minha primeira decepção, mas fui insistindo. Vai que o cabelo salve ele!

Então lembrei de não fazer completamente brancão como o cavalo anterior, mas logo em seguida esqueci e a perna dele ficou com essa mancha aleatória por quase todo o decorrer do desenho...


A primeira versão do cabelo foi uma coisa bem selvagem, depois cismei que parecia o Chico Bento e meu marido disse que estava muito espetado:


A
qui eu encaixei o rascunho do que seria o chifre de 1,20 só par ter noção de como ficaria:


Mudei para preto para não esquecer a cor e ajustei o ângulo para o errado e o tamanho também para o errado, mas se tenho o print ele vai assim mesmo!


Segui o estilo "espetado" e fiz o restante dos pêlos. Me deparei com um lobisomem...


Agora ele passou por uma depilação e escova:


E o cabelo de Chico Bento foi eliminado, assim como o rascunho torto de chifre:


Agora corrigi tamanho e ângulo do chifre:


Coloquei uma leve textura na pele para não ficar uma cor muito chapada e iniciei os cascos baseando-me nos de cabras:

Agora vai nascendo pêlos por tudo! Não mais "espetados"!


Construindo os detalhes do chifre:


Ajustando os contornos:


Finalizando com as luzes e sombras de leve:


No fim tive esse bichinho aqui:


Como consigo desenhos tão realistas e outros que nem passam perto disso? Dou como nota para ele uns 7,5. Acredito que a maior dificuldade foi tentar fazer um animal sem base em nenhum outro. 

Fica aqui registrada minha dificuldade e detalhes de como foi agora. Vejo que esse desenho ainda pode ser muito melhorado e por isso pretendo daqui a uns anos o pegar novamente e reciclar o método com o que eu aprender praticando durante alguns anos.

É isso então. Espero avaliações sinceras!

Ara ararauna: Arara-canindé, Arara-de-barriga-amarela

"É localmente comum na copa de florestas de galeria, várzeas com palmeiras (buritizais, babaçuais, etc.), interior e bordas de florestas altas, a cerca de 500 m de altitude. Vive em pares ou em grupos de 3 indivíduos, combinação mantida também quando formam-se bandos maiores de até 30 indivíduos. É na atualidade um dos psitacídeos de grande porte mais notável no ambiente urbano, um fenômeno conhecido como “araras urbanas”.[...] 

Seu nome científico significa: do (tupi) ara = nome indígena tupi para designar várias espécies de papagaio; e do (tupi) ara = papagaio; e una = preto, escuro. ⇒ Papagaio escuro." (Wikiaves, 2002)






14 de dez. de 2020

Anodorhynchus glaucus - pintura digital

 Construindo uma espécie já extinta com base em animais mortos conservados em museus.

 


Infelizmente não encontrei todas as imagens do processo. Peguei algumas direto do meu instagram.


Por ter sido uma das primeiras pinturas digitais eu achei que ficou com cara meio cartunesca e as penas bastante marcadas.







E mais uma vez agradecendo o Julio pelo suporte técnico ornitológico! 

11 de dez. de 2020

Aptenodytes patagonicus: Pinguim-rei

"Encontrado nas águas geladas dos mares do sul e ilhas circumpolares. Raramente visita a costa continental da América do Sul. Muito raramente atinge a costa brasileira entre dezembro e janeiro, especialmente do Rio Grande do Sul e Santa Catarina até o estado do Rio de Janeiro. [...]

Seu nome científico significa: do (grego) apteros, aptën, aptënos = sem asas; e dütes, duö = mergulhador, mergulhar; e de patagonicus = referente a região da Patagônia na Argentina. ⇒ (Ave) mergulhadora sem asas da Patagônia. [...] Encontrado nas águas geladas dos mares do sul e ilhas circumpolares. Raramente visita a costa continental da América do Sul. Muito raramente atinge a costa brasileira entre dezembro e janeiro, especialmente do Rio Grande do Sul e Santa Catarina até o estado do Rio de Janeiro." (Wikiaves, 2020)

Adulto e filhote
Fonte: https://www.flickr.com/photos/brunomiguelmaia/24913944742/





10 de dez. de 2020

Jabiru mycteria - pintura digital

 Construção da ave Jabiru mycteria.

  


Utilizei para agilizar um pouco no cenário um pincel de folhagens.








E mais uma vez agradecendo o Julio pelo suporte técnico ornitológico (e nem sabe que já agradeci antes aqui hAUHauhAUH).

8 de dez. de 2020

Anthracothorax nigricollis: Beija-flor-de-veste-preta, beija-flor-de-frente-preta

"Vive nas bordas da mata e cerradão, ocupando a parte alta das copas; e paisagens abertas repletas de arbustos e matas de aspecto de parque. Ocupa todos os ambientes florestais e pode ser visto em jardins. Gosta de ficar nas folhas dos ingazeiros da beira dos rios e corixos e visita paineiras, ipês e eucaliptos. Em alguns locais da região do cerrado, desaparece no início das secas, podendo ter algum movimento migratório ainda desconhecido. [...]

Seu nome científico significa: do (grego) anthrax = carvão, da cor do carvão; e thörax = peito; e do (latim) niger = preto, negro; e collis, collum = pescoço, colo, garganta. ⇒ (Beija-flor) com pescoço e peito pretos." (Wikiaves, 2020)

Fêmea e macho
Fontes: https://www.ornithos.com.br/anthracothorax-nigricollis-beija-flor-de-veste-preta/ e https://ebird.org/species/bltman1?siteLanguage=pt_BR





Anhinga anhinga - Pintura digital

 Toda a construção da pintura digital da espécie Anhinga anhinga.

 

Confesso que foi um dos mais difíceis a fazer (os detalhes das asas levaram uma tarde toda). Uma boa ajuda veio ao usar um pincel de fumaça para fazer a parte macia das penas na cabeça da ave (aplicado com transparência e sem arrastar). Para ajudar um pouco mais eu usei um gradiente de pedra igual em ambas as rochas que os animais estão pousados.











7 de dez. de 2020

Cavalo - pintura digital

 Olha que bonitinho!

 

 

Tentei postar no instagram, mas agora ele parece não aceitar mais do que três imagens juntas como postagem (sacanagem!). Então fica aqui o cavalinho que fiz ontem.


Qualquer hora continuo minhas postagens sobre evolução nos desenhos.


Aaaa... Vou desativar os comentários, já que ninguém mais posta mas bastante gente lê e comenta depois comigo.






4 de dez. de 2020

Anodorhynchus glaucus: Arara-azul-pequena, Arara-cinza-azulada, Arara-azul-claro, Arara-celeste

"É considerada extinta por muitos pesquisadores por não ser avistada na natureza há mais de 80 anos, sendo que não existem exemplares em cativeiro. [...] Supõem-se que alimentava-se de frutos de palmeiras com frutos grandes, como o butiá-yataí (Butia yatai) e o butiá (Butia capitata), além de outras palmeiras que ocorrem em sua área de distribuição histórica, como o carandaí (Trithrinax brasiliensis) e o carandá (Copernicia alba). É provável que também se alimentava de frutos da estação. [...]

A espécie nunca foi muito comum na sua área de distribuição e as populações diminuíram consideravelmente durante a metade século XIX devido às caça e ao tráfico ilegal, assim como também pela destruição e degradação do habitat. Durante o século XX dois registros são aceitos, uma observação direta no Uruguai em 1951 e relatos locais no estado do Paraná no início da década de 1960. Embora geralmente considerada extinta, rumores persistentes de avistamentos recentes, relatos locais e rumores de aves comercializadas, na Holanda na década de 1970, no Brasil em meados de 1970 e na Suécia na década de 1980, indicam que a espécie possa ter sobrevivido. A espécie possui poucos registros de cativeiro, sendo que os últimos exemplares morreram no Zoológico de Londres em 1912, no Jardin d'Acclimatation, em Paris, em 1905 ou 1914, e no Zoológico de Buenos Aires em 1936.[...]

Seu nome científico significa: do (grego) anodön = sem dente, desdentado; e rhunkos = bico; e do (latim) glaucus, com origem no (grego) glaukos = azul acinzentado brilhante, azul acinzentado reluzente. ⇒ (Ave) azul acinzentada com bico desdentado." (Wikiaves, 2020)


Fonte: https://www.researchgate.net/figure/FIGURA-28-Exemplar-de-Anodorhynchus-glaucus-mantido-em-cativeiro-no-zoologico-de-Buenos_fig27_311851384



Por não existir mais, vale a pena colocar mais fotos:

Fonte: https://www.mascotarios.org/pt/guacamayo-glauco/


Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Anodorhynchus_glaucus_stuffed_specimen_Berlin_2018_1.jpg

Fonte: https://inaturalist.ca/taxa/18939-Anodorhynchus-glaucus

Fonte: https://een-01.nl/anodorhynchus-glaucus-uitgestorven-ara/?lang=en

2 de dez. de 2020

Anhinga anhinga: Biguatinga, Carará, Biguá-bicolor...

 " Vive à beira de rios e lagos orlados de matas. Prefere águas interiores com farta vegetação marginal e árvores com troncos secos, sendo mais raro na orla marítima. Quando não pesca, nada devagar, deixando emerso apenas um pouco do pescoço e a cabeça, ou somente a cabeça, que é tão estreita que parece continuação do pescoço, dando a impressão de ser uma cobra d’água [...] Não possui glândula uropigiana, sendo assim, suas penas não são impermeáveis como as dos patos e não segregam óleo que mantenha a água à distância. Em consequência, as penas podem armazenar quantidades de água que provocam a má flutuação do animal. Esta característica é, no entanto, uma vantagem, visto que permite um mergulho mais eficiente debaixo de água. [...]

Seu nome científico significa: do (tupi) anhinga = cabecinha. ⇒ Ave com cabeça pequena." (Wikiaves, 2020)

Fêmea e macho
Fontes: https://www.allaboutbirds.org/guide/Anhinga/id e  https://www.allaboutbirds.org/guide/Anhinga/id



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