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28 de jan. de 2010
3 de jan. de 2010
A Educação no Renascimento
domingo, janeiro 03, 2010
educação
A educação tem sido fator polêmico durante séculos. O controle e a manipulação estiveram fortemente presentes durante a Idade Média, porém, são quebradas no Renascimento com o desencadear de duas grandes reformas de caráter religioso: protestante e católica. Reformas estas que estabeleceram novos parâmetros dentro do ensino e cultura.
Iniciado na Itália, o Renascimento deu-se pela tomada de antigas idéias greco-romanas e o choque com os dogmas da Igreja e mundo Medieval. Racionalismo, antropocentrismo, hedonismo, naturalismo e individualismo ganharam força juntamente com o comércio e a burguesia. Novos valores foram estabelecidos nessa passagem considerada o marco do início da Idade Moderna.
O surgimento da imprensa e de diversas reformas de caráter religioso e social contribuíram diretamente na mudança de pensamento do povo e, logo, na educação do mesmo.
Idade Média
A Idade média ou Idade das Trevas foi um período histórico marcante no desenvolvimento da civilização Ocidental Cristã. Caracterizado pela dominação da fé em cima do povo, esse momento teve grandes contribuições dentro da área da filosofia, arte, ciência e tecnologia.
Até a educação girava em torno da religião: as crianças iam para escolas de paróquias e mosteiros. A grande parcela pobre do povo não sabia ler nem escrever enquanto grande parte do conhecimento científico ficava sob os cuidados de monges ou trancafiados longe dos conhecimentos populares.
Ao final da Idade Média muitas transformações tinham ocorrido proporcionando as condições para o surgimento das Grandes navegações, dos Estados Modernos, da burguesia comercial, do Renascimento, dos desdobramentos no pensamento religioso, nas ciências e nas estruturas sociais. Estas transformações proporcionaram mais tarde a descoberta de diversas espécies de plantas e animais, o estudo da óptica resultou em aparelhos como o microscópio e telescópio, surgiram as primeiras universidades e os primeiros estudos da metodologia científica contemporânea.
Renascimento
Como resposta às transformações ocorridas no final da Idade Média surgiu o Renascimento. Fatores antes aceitos sem questionamentos passam a ser estudados e criticados.
A prática da usura (empréstimo de dinheiro com juros), fortalecimento da burguesia e comércio deram origem aos Estados Modernos e ao Mercantilismo que foi marca da Idade Moderna, permitindo mais tarde o aparecimento do capitalismo.
Com o aumento de relações comerciais entre os povos surgiram novas idéias e produtos que se refletiram sobre a sociedade européia da época. A Bíblia foi traduzida para outros idiomas, os camponeses começaram a questionar sua situação financeira e os estudiosos as questões religiosas.
La Gioconda, umna das mais famosas obras do período renascentista
Foto: http://rghedini.blogspot.com
Teorias como o heliocentrismo (o Sol como centro do Sistema Solar) de Nicolau Copérnico, empirismo (método científico) de Francis Bacon e a física newtoniana desbancaram o monopólio intelectual que a Igreja estabelecia. Como cita o site Mundo Educação (2008): “O conhecimento gerado por esses e outros indivíduos lançava a idéia de que o homem não necessitava da chancela de uma instituição que o concedesse o direito de conhecer a Deus ou o mundo”.
Um dos grandes passos tecnológicos dentro do Renascimento foi o surgimento da imprensa, criada no século XV por Johannes Gutenberg.
De acordo com o Wolrd Socialist Web Site (2008), Johannes Gutenberg se associou com um comerciante para utilizar seu invento na impressão de bíblias com a tecnologia de chumbo fundido, material mais duradouro e resistente que a madeira tradicionalmente utilizada: “Die sogenannte Gutenberg-Bibel, umfasste 1282 Seiten. Es war das erste Buch, dessen Druck nach Gutenbergs System mit beweglichen Lettern erfolgte”. (A chamada Bíblia de Gutenberg possuía 1282 páginas. Foi o primeiro livro, cuja impressão se deu com o sistema de tipos móveis de chumbo fundido)
Além da “divisão de águas” na transmissão das informações escritas pela descoberta da imprensa por Gutenberg, que permitiu a popularização das informações escritas, outros fatores e descobertas dessa época fizeram parte do cotidiano da Idade Moderna como a ascensão da burguesia, a astronomia, a expansão comércio e capitalismo, além de diversos estudos dentro das áreas da ciência, filosofia e arte.
As ciências, físicas e matemáticas tiveram grande foco. Ainda que o número de estudantes fosse bastante baixo, as universidades tiveram maior importância nesse período.
Diversos movimentos a favor da valorização e divulgação da cultura foram iniciados. Segundo o site Estudante de Filosofia (2008) “Em Halle (universidade) iniciou-se um movimento em favor da educação dos filhos dos pobres. Campanhas do mesmo estilo foram realizadas na França e na Inglaterra. Os resultados, porém, não foram compensadores”. Apesar de toda a campanha, uma grande massa do povo continuou afastada da cultura.
Vários acontecimentos desviaram o rumo e o foco da didática da educação no período do Renascimento. Dentre eles podemos citar: a influência dos jesuítas, protestantismo e a contra-reforma ou reforma católica.
La Gioconda, umna das mais famosas obras do período renascentistaFoto: http://rghedini.blogspot.com
Foto:http://www.homeschoolblogger.com
Reforma Protestante
No ano de 1517, um professor de teologia pertencente à Ordem Agostiniana inconformado com a situação da Igreja na sua época formula um conjunto de idéias que mais tarde vieram a ser condensadas e adotadas como princípios da Reforma religiosa que sacudiu a Europa na Idade Moderna, com influencias profundas nos rumos da Renascença. Martinho Lutero idealizador desta nova ordem religiosa inicia a contestação da Igreja Católica Romana ao publicar na porta da catedral de Wittenberg 95 teses criticando a venda de indulgências e a negociação de cargos eclesiásticos.
Lutero passou a pregar que a salvação se dava pela fé e não pelos seus atos e que a Bíblia era a única fonte de consultas para estabelecer dogmas. Por opor-se a uma instituição tão poderosa, obviamente ele foi excomungado e julgado por uma reunião conhecida como Dieta de Worms.
Em 1555 a situação foi revertida através do documento Paz de Augsburg que decretou que cada um dos príncipes alemães teria liberdade para seguir qualquer opção religiosa. Assim nasce a religião Protestante, conhecida por Luterana, que desdobra nos anos seguintes em outras vertentes.
Durante a Reforma Lutero defendeu que a educação era responsabilidade do Estado. Ele queria estabelecer uma “educação universal”, incentivando o estudo de ciências como a matemática e história e propondo exercícios lúdicos como jogos e música.
O sistema educacional alemão após a interferência de Martinho Lutero foi considerado exemplar em vários países, assim sendo copiado e difundido pela Europa.
Reforma Católica
Com medo de perder seguidores, como reação à Reforma Protestante, a Contra-Reforma ou Reforma Católica restabeleceu antigos dogmas da Igreja derrubados pelos protestantes.
A Santa Inquisição, uma lista de livros proibidos, seminários e a Companhia de Jesus marcaram forte presença nessa época.
O Concílio de Trento foi o mais longo concílio ecumênico da história da Igreja, responsável por trazer a Reforma Católica. Atingiu diretamente a educação do povo, pois nele se estabelecia: a catequização de habitantes de novas terras, o Tribunal do Santo Ofício (Inquisição) e o Index Librorium Proibitorium (Índice de Livros Proibidos).
O concílio também emitiu decretos disciplinares, estabeleceu o ritual da missa padrão (Missa Tridentina) proibindo as variações locais, a venda de indulgências foi proibida e para ser um sacerdote era necessário curso de formação.
Pintura datada de 1560 representando o Concílio de Trento
Foto: http://vemfazerhistoria.blogspot.com
Este momento da história teve muita importância nas pesquisas genealógicas, pois foi estabelecido na época que as crianças para serem batizadas na Igreja Católica deveriam possuir um nome cristão e um sobrenome de família. Assim, as famílias que ainda não possuíam sobrenomes foram obrigadas a adotar o termo que foi adotado definitivamente.
Com o reconhecimento do Papa Paulo III através da Bula Pontifícia, Inácio de Loiola funda em 1534 a Companhia de Jesus. Esta ordem tinha como principais objetivos a confissão, o ensino e a pregação. Seus membros devem total lealdade ao Papa e obedecem a uma preparação muito rigorosa que inclui os votos de pobreza, obediência e castidade.
A Companhia de Jesus foi criada para disseminar o cristianismo nas colônias. No Brasil, destacaram-se os jesuítas José de Anchieta e padre Antônio Vieira, ambos envolvidos na catequização indígena.
No ano de 1549, junto do primeiro governador geral (Tomé de Souza), chegaram os primeiros jesuítas ao Brasil comandados pelo Padre Manoel de Nóbrega.
No Brasil a contribuição jesuíta foi de extrema importância, além de trabalhos educativos, fundaram a primeira escola elementar brasileira em Salvador e em 1570 já havia cinco escolas de instrução elementar e três colégios espalhados pelo país.
Além de cursos elementares, havia também cursos secundários como Filosofia e Letras e cursos superiores para a formação de sacerdotes adotando Teologia e Ciências Sagradas.
Nas tribos, ensinaram índios a ler e escrever para que pudessem ser convertidos à fé católica, porém, houve também o lado negativo da contribuição para a perda de cultura e escravização dos nativos.
Pintura datada de 1560 representando o Concílio de TrentoFoto: http://vemfazerhistoria.blogspot.com
Mudanças
Após o renascimento, teatro ganha a sátira e ironia como retrato do cotidiano e a literatura não fica esquecida, desenvolvendo as primeiras formas de romance. Houve seis gêneros importantes: o romance sentimental, o pastoril, o mourisco, o bizantino, o de cavalaria e o picaresco.
Nessa mesma época nascem os ensaios e as biografias, dando destaque à personalidade individual. Os escritores começam a adotar o Francês e Italiano e não mais apenas o Latim nas obras.
A educação caminha junto da mentalidade de um povo. Com o passar dos anos, novas formas de pensamento são absorvidas e a cultura modificada, implicando diretamente nos métodos de domínio e transmissão cultural.
Enquanto alguns lutavam para divulgar, outros queriam ocultar as informações da grande sociedade. Durante séculos a Igreja Católica teve papel decisivo no controle dessas informações, cabendo a ela a decisão final e absoluta de como e quem deve ser favorecido com conhecimento. Um grande passo contra a “ditadura intelectual” foi dado no Renascimento e repercute durante os séculos até o método atual.
1 de jan. de 2010
Sabiá-Poca
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Família: Turdidae
Gênero: Turdus
Espécie: Turdus amaurochalinus
Ocorrência: Quase todo o Brasil, alem do Paraguai, Argentina e Chile.

Foi a primeira ave que avistei agora no ano de 2010, então nada mais justo que ela ocupar a postagem do primeiro dia do ano. Aliás, feliz ano novo os leitores (que eu sei que existem em algum lugar) do blog!
=D
Por ser uma ave de grande ocorrência, é conhecido por diversos nomes de acordo com a região em que habita. São alguns deles: Sabiá-Branco, Sabiá-Pardo, Sabiá-bico-amarelo, Sabiá-bico-de-osso e vários outros nomes.
Sua grande distribuição faz com que seja um dos sabiás mais conhecidos do Brasil.
Apesar de ser avistado o ano todo, é uma ave migratória em alguns meses.
Adaptou-se a ambientes urbanos, assim como contornos de matas, cerrados e áreas como parques arborizados, jardins e plantações.
É uma ave de porte médio, chegando a 21cm. Possui um papo branco, cujos riscos variam de acordo com o animal (servindo como uma “impressão digital”).
Sua distribuição de cor pode variar levemente em cada indivíduo, alguns possuindo uma gola branca no pescoço e outros não, tornando cada ave distinguível e única.
Quando jovens, possuem a barriga, peito e asas pontilhados de machinhas marrom. As penas das asas são as últimas a perderem essa característica, levando em média dois anos.
É bastante conhecido por ser o sabiá com mania de balançar o rabo para cima e para baixo quando pousado no chão e por emitir um canto muito parecido com miado.
Adoram ciscar, revirar folhas e cavar o chão em busca de alimento.
Uma vez identificada, é uma ave facilmente atraída com banana e mamão.
Alimenta-se de frutas (em especial banana, mamão e carnosos) e pequenos animais invertebrados (minhocas e insetos).
É uma ave muito criada em cativeiro por possuir um belo canto. Tanto o macho quanto a fêmea cantam.

Muitas pessoas utilizam músicas e cantos de outros sabiás para relaxar mais o animal e aperfeiçoar seu canto.
Em maio e agosto iniciam o período migratório por causa do acasalamento.
No Brasil, em maio, o número desta espécie aumenta muito, pois várias delas são vindas da Argentina para retornar em agosto e iniciar o período de reprodução.
Durante este período, o bico das aves adultas torna-se mais amarelo, enquanto os jovens fora do período de reprodução permanecem com o bico escuro.
Constrói seu ninho em arbustos mais isolados.
O ninho é feito com raízes e fibras, tendo um cuidadoso acabamento com barro, tornando assim suas paredes sólidas. Em seu interior há um acolchoado macio feito somente com raízes mais macias.
O acolchoado vai segurar e aquecer os ovos e filhotes.
Colocam de três a quatro ovos, de cor azul-esverdeada machados de uma cor meio ferrugem.
Durante toda o período de incubação o casal permanece unido.
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Família: Turdidae
Gênero: Turdus
Espécie: Turdus amaurochalinus

=D

23 de dez. de 2009
Bem-te-vi
quarta-feira, dezembro 23, 2009
aves
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Família: Tyrannidae
Género: Pitangus
Espécie: Pitangus sulphuratus
Origem: América Latina

Ave bela que possui grande capacidade de adaptação é uma das mais conhecidas no Brasil. Pode ser encontrada no meio das cidades, em lagoas, rios parques, praias e até mesmo esgotos!
Em algumas regiões apresenta-se migratória.
Sua distribuição geográfica é imensa, aderindo aos países: Argentina, Belize, Bermudas, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Estados Unidos, El Salvador, Geórgia do Sul, Guiana Francesa, Guatemala, Guiana, Honduras, Ilhas Malvinas, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Suriname, Trinidad e Tobago, Uruguai e Venezuela.
Assim como o pardal, o Bem-te-vi foi introduzido em outras regiões do mundo, como por exemplo, foi levado de Bermudas para a ilha de Trinidad em 1957, onde estabeleceu-se como a terceira espécie de ave mais comum do local.
É muito barulhento e agressivo, chegando a atacar aves muito maiores (como gaviões e corujas) que invadem se território.
Mede aproximadamente 24cm e pesa 60 gramas.
Em relação a companhia, é uma ave que varia muito, pois pode ser vista sozinha ou em pequenos bandos de três a quatro exemplares.
Depois do canto, sua coloração é a marca forte da espécie.
É uma ave da família dos tiranídeos (aves cujo sua maioria, porem não todos, possuem penachos eréteis).
Sim! É raro de ver, mas o Bem-te-vi possui penacho!
Existem algumas espécies de tiranídeos com o padrão de cor igual ao do Bem-te-vi. São elas: Neinei (Megarynchus pitangua), Bentevizinho-do-brejo (Philohydor lictor), Bentevizinho-de-penacho-vermelho (Myiozetetes similis) e o bentevizinho-de-asa-ferruginea (Myiozetetes cayanensis).
Onde moro, ele é confundido com as aves: Suiriri (Tyrannus melancholicus), Bemtevizinho-da-asa-ferruginea (Myiozetetes cayanensis) e, apesar da diferença absurda de tamanho, com a Cambacica (Coereba flaveola).
Na direita um Bem-te-ví (Pitangus sulphuratus) e na esquerda um Bentevizinho-de-asa-ferrugínea (Myiozetetes cayanensis).
Possui 10 subespécies:
Pitangus sulphuratus argentinus
Pitangus sulphuratus bolivianus
Pitangus sulphuratus caucensis
Pitangus sulphuratus derbianus
Pitangus sulphuratus guatimalensis
Pitangus sulphuratus maximiliani
Pitangus sulphuratus rufipennis
Pitangus sulphuratus sulphuratus
Pitangus sulphuratus texanus
Pitangus sulphuratus trinitatis
O nome “Bem-te-vi” da-se pelo som pronunciado no seu canto mais característico (clique aqui para ouvir o som).
Por ser uma ave de grande distribuição, seu nome também varia muito a cada região. No Brasil é conhecido como Bem-te-vi, Triste-vida, Bem-te-vi-verdadeiro, Tiuí, Teuí, Tic-tiui, Bem-te-vi-de-coroa e Pitanga guassu. E pelos índios brasileiros como: pituã, pitaguá ou puintaguá.
Em Portugal é conhecido como Grande-kiskadi.
Por curiosidade, alguns nomes da ave Bem-te-vi pelo mundo:
Alemão: Schwefeltyrann ou Schwefelmaskentyrann
Checo: tyran bentevi
Dinamarquês: Kiskadie
Espanhol: Bienteveo Común / Cristofué
Finlandês: naamioväijy
Flamengo: Grote Kiskadie
Francês: Tyran quiquivi
Italiano: Pitango solforato
Japonês: (kibaraootairanchou)
Polaco: bentewi wielki
Sueco: Större kiskadi
Há uma curiosidade no nome científico desta espécie: Pitangus vem do nome indígena de pitanga guassu (pitanga grande) e sulphuratus vem do latim em homenagem a cor amarelo-ensofre presente na ave.
Curiosamente, assim como um sotaque, o canto do Bem-te-vi pode variar de acordo com a região em que se encontra (mais um motivo para tantos nomes diferentes).
Alimenta-se de quase tudo. É um animal que não tem o que reclamar em relação a encontrar alimento!
Diariamente ingere uma grande quantidade de insetos, habilidade da qual pode capturar em pleno vôo (tanto do predador quanto da presa).
Pode ser atraído com frutas. Adora banana (principalmente), mamão, laranja, maçã e muitas outras. Também pode ser atraído com miolos de pão, restos de comida humana (arroz cozido em especial) e ração de cachorro!
Adora pequenos animais como lagartixas, minhocas, sobras, lagartos, crustáceos e até mesmo peixes e girinos.
Ataca ninho de aves menores como a cambacica e beija-flores.
Ajuda a controlar pragas (por alimentar-se de insetos) e é um grande vilão na apicultura (por alimentar-se de abelhas).
Por consumir frutas, ajuda na dispersão de suas sementes.
É freqüentemente visto junto a bois e cavalos, pois alimenta-se também de carrapatos.
São monogâmicos e não há dimorfismo sexual na espécie.
Gostam de fazer o ninho em galhos de árvores altos e geralmente na bifurcação dos mesmos.
O ninho é esférico e grande (em média 25cm), apresentando uma entrada na lateral (também já foram encontrados ninhos abertos). Feito com capim, galhos, papel, plástico, fios e tudo o que acharem “útil”.
Coloca de dois a quatro ovos alongados, geralmente de cor branca a creme, com ou sem manchas marrom avermelhadas que são incubados pelo casal.
Torna-se muito mais agressivo na época de nidificação, defendendo a todo o custo o local do ninho.
É uma das primeiras aves a cantar no amanhecer.
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Família: Tyrannidae
Género: Pitangus
Espécie: Pitangus sulphuratus

Na direita um Bem-te-ví (Pitangus sulphuratus) e na esquerda um Bentevizinho-de-asa-ferrugínea (Myiozetetes cayanensis).Pitangus sulphuratus argentinus
Pitangus sulphuratus bolivianus
Pitangus sulphuratus caucensis
Pitangus sulphuratus derbianus
Pitangus sulphuratus guatimalensis
Pitangus sulphuratus maximiliani
Pitangus sulphuratus rufipennis
Pitangus sulphuratus sulphuratus
Pitangus sulphuratus texanus
Pitangus sulphuratus trinitatis
Alemão: Schwefeltyrann ou Schwefelmaskentyrann
Checo: tyran bentevi
Dinamarquês: Kiskadie
Espanhol: Bienteveo Común / Cristofué
Finlandês: naamioväijy
Flamengo: Grote Kiskadie
Francês: Tyran quiquivi
Italiano: Pitango solforato
Japonês: (kibaraootairanchou)
Polaco: bentewi wielki
Sueco: Större kiskadi
1 de dez. de 2009
Quatro bons filmes
terça-feira, dezembro 01, 2009
filmes
Desta vez vou usar o blog como blog e não como um mero fator científico de desabafo.
Bom, aqui vai uma lista de quatro filmes que indico e que realmente fizeram alguma diferença em minha vida na frente de uma tela.
Falarei um pouco de cada um deles e porque merecem serem lembrados. Se fiz esta postagem é por que realmente alguma coisa de especial eles possuem. =D
Vou começar pelo primeiro que assisti:

Dono da famosa cena do Mickey vestido de mago estampada nos selos de autencidade da Disney, este desenho animado foi produzido em 1940 e mata a pau qualquer "obra prima animada em computador" ou qualquer outra produçãozinha em 3D. Seja o que for, de maneira alguma parece ser feito em 1940!
Desenho perfeito para quem não está afim de pensar, apenas ouvir uma boa música acompanhada de belas imagens! Não há o que descrever. O assisti ainda na minha infância e recordo dele até hoje em cada detalhe.
Causou extrema polêmica ao ter uma cena de racismo excluída de uma seqüência, mas isto não vem ao caso. Nada desmonta a beleza da obra.
Não é um longa qualquer, não há diálogos e sim um conjunto de clipes com músicas clássicas de grande fama.
A Orquestra da Philadelphia regida por Leopold Stokowski deu um verdadeiro show invisível apenas "dando vida" a flores fazendo grandes balés complexos, faunos tocando flauta, peixes em meio a evolução, avestruzes com sapatilhas e todo o tipo de outras coisas que pareceriam sem nexo algum escrevendo, mas com muito sentido assistidas.
As músicas apresentadas nesta obra prima são:
- Toccata and Fugue in D Minor (Tocata e Fuga em Ré Menor) - Johann Sebastian Bach
- Nutcracker Suite (Quebra-Nozes) - Tchaikovsky
- The Sorcerer's Apprentice (O Aprendiz de Feiticeiro) - Paul Dukas
- The Rite of Spring (Sagração da Primavera) - Igor Stravinsky
- The Pastoral Symphony (Sinfonia Pastoral) - Beethoven
- Dance of the Hours (Dança das Horas) - Amilcare Ponchielli
- A Night on Bald Mountain (Uma Noite no Monte Calvo) - Modest Mussorgsky
- Ave Maria - Franz Schubert
julianasphynx.blogspot.com
Fantasia teve uma sequência chamada Fantasia 2000. Nesta, utilizou-se computação gráfica e todo um grande blá blá blá para terminar em algo "sem sal". Não dá para superar e nem tentar fazer seqüência deste super e criativo clássico.
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Outra "velharia" agora mais recente é o filme francês Microcosmos: Le peuple de l'herbe.
Lembro como se fosse ontem o dia em que assisti a este belo documentário no cinema. Fui com meu irmão e chegamos quase em cima da hora. Para mim que sou apaixonada por pequenos seres foi completamente indescritível a tela de um cinema apresentando tantas imagens em macro.
Lançado em 1996 e traduzido para o Brasil como "Microcosmos: o povo da erva". O documentário produzido pelo casal de biólogos Claude Nuridsany e Marie Pérennou é inteiramente fora do comum no quesito "informações". Há uma frase inicial e mais nada. É tão bem montado que acaba sendo autoexplicativo.
Mesmo que tenha nojo, fobia ou qualquer coisa semelhante a pequenos animais vale a pena assistir. Somente assistindo para entender a beleza do mesmo.
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Sou obrigada a citar um longa oriental, por mais que não simpatize com animes, mangás, otakus e por ai vai... Este longa me abriu um pouco a mente.
Traduzido para o Brasil como "A viagem de Chihiro", esta animação de 2001 trouxe para mim tudo que não via em desenhos japoneses: cultura sem porrada e animação realmente bem feita.
A história é simples e inocent
e, mas traz todo um imenso fundo cultural e de extremo detalhismo. De festas a costumes, tudo é mostrado sem exageros e sem "jogar pela goela abaixo". Você simplesmente se delicia com a visão nipônica do mundo sem nem precisar compreende-la com antecedência: a animação faz com que você entenda como um deles ou te apresenta um mundo novo.
A cultura jorra de maneira harmoniosa e encanta qualquer pessoa. O que vi ali foi um mundo novo, sem qualquer motivo para ser o mais forte guerreiro não sei o que, sem congelar imagens para poupar dinheiro e muito menos com falta de cenários. Na verdade, os cenários e as diferenças culturais estão entre o s fatores que mais chamaram atenção.
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Um filme de suspense muito recente, mas feito como antigamente: faz enorme sentido quando chega perto do fim.
Assisti no cinema quando foi lançado aqui no Brasil em 2006. Não tirei os olhos da imensa tela ao perceber o contraste ali de mãos dadas: a violência de uma guerra e a inocência de uma criança.
Traduzido para o Brasil como "O Labirinto do Fauno", o filme traz a realidade da guerra civil espanhola e a fantasia da sonhadora menina Ofélia, do qual é a única a ver um fauno de verdade.
Cenas de forte violência e tortura intercaladas com cenas de fantasia infantil e fadas coloridas... O filme passa de um extremo ao outro, não sendo muito recomendado a "frescurites agudas".
Além de outras criaturas estranhas, o fauno representado aqui não se parece com os faunos representados comumente (como aparece também no desenho Fantasia), trata-se de um misto de bode (fauno normal) com árvore, sem muita semelhança humana (o que eleva a fantasia proposta).
Dirigido pelo mesmo diretor de El Espinazo del Diablo, com certeza esta é a melhor obra vida de Guilhermo del Toro.
Se eu falar demais vou acabar estragando. O negócio é assistir também.
Ficam ai quatro sugestões. Não preciso dizer que nenhum deles deve ser visto dublado não é?
Agora penso aqui sozinha... Criaturas bizarras habitam todos os filmes que eu gosto? O.o
Fantasia


- Toccata and Fugue in D Minor (Tocata e Fuga em Ré Menor) - Johann Sebastian Bach
- Nutcracker Suite (Quebra-Nozes) - Tchaikovsky
- The Sorcerer's Apprentice (O Aprendiz de Feiticeiro) - Paul Dukas
- The Rite of Spring (Sagração da Primavera) - Igor Stravinsky
- The Pastoral Symphony (Sinfonia Pastoral) - Beethoven
- Dance of the Hours (Dança das Horas) - Amilcare Ponchielli
- A Night on Bald Mountain (Uma Noite no Monte Calvo) - Modest Mussorgsky
- Ave Maria - Franz Schubert
julianasphynx.blogspot.com
Fantasia teve uma sequência chamada Fantasia 2000. Nesta, utilizou-se computação gráfica e todo um grande blá blá blá para terminar em algo "sem sal". Não dá para superar e nem tentar fazer seqüência deste super e criativo clássico.
Microcosmos: Le peuple de l'herbe

Lançado em 1996 e traduzido para o Brasil como "Microcosmos: o povo da erva". O documentário produzido pelo casal de biólogos Claude Nuridsany e Marie Pérennou é inteiramente fora do comum no quesito "informações". Há uma frase inicial e mais nada. É tão bem montado que acaba sendo autoexplicativo.
Sen to Chihiro no Kamikakushi

e, mas traz todo um imenso fundo cultural e de extremo detalhismo. De festas a costumes, tudo é mostrado sem exageros e sem "jogar pela goela abaixo". Você simplesmente se delicia com a visão nipônica do mundo sem nem precisar compreende-la com antecedência: a animação faz com que você entenda como um deles ou te apresenta um mundo novo.
El laberinto del fauno

Traduzido para o Brasil como "O Labirinto do Fauno", o filme traz a realidade da guerra civil espanhola e a fantasia da sonhadora menina Ofélia, do qual é a única a ver um fauno de verdade.25 de nov. de 2009
Pardal Doméstico
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Família: Passeridae
Gênero: Passer
Espécie: Passer domesticus
Origem: Oriente médio

Pardal é um nome que faz referência a pássaros dos gêneros Passer e Petronia.
São aproximadamente mais de 60 espécies de pardais na Europa, Ásia, África e América.
Aqui tratarei da espécie que freqüenta minha casa: o Passer domesticus.
Conhecido popularmente como Pardal Comum, Pardal Doméstico, Pardal–dos-telhados ou somente pelo nome de pardal, esta ave é a que considero como a mais fácil de atrair para os comedouros.
Ocorre durante todo o ano, forma bandos e apresenta maior freqüência na zona urbana.
É um pássaro pequeno, com envergadura de 19 a 15cm e tamanho de 14 a 16cm.
Vive aproximadamente 12 anos.
Desconfiado, voa assim que presencia movimento. Como tempo pode ficar mais calmo ao freqüentar um comedouro muito movimentado por pessoas, mas ainda sim, não é tão manso quanto alguns já citados.
Não costumam apresentar vôo livre (batem as asas direto) e possuem um bico cônico e largo adaptado para a alimentação na grama.
Apresenta dimorfismo sexual. Sendo os machos mais escuros, com uma mancha negra na cara e marrom escura em cima da cabeça. As fêmeas lembram fêmeas de Canário-da-Terra-Brasileiro, sendo inteiramente marrom claras.
Por algum período, os filhotes lembram a plumagem das fêmeas.
É quase imperceptível a quem não os observa, mas o macho, possui dois tipos de plumagem. Na primavera e verão: seu bico fica preto azulado e as penas mais castanhas e no inverno: a plumagem torna-se mais pálida e o bico mais amarelado.
Com exceção dos países polacos, o pardal está distribuído mundialmente.
Por mais que seja uma ave muito abundante no Brasil, o Pardal Doméstico é nativo do Oriente Médio.
Foi introduzido em 1903 pelo prefeito do Rio de Janeiro Pereira dos Passos. A soltura foi autorizada na região, porém, as aves eram proveniente de Portugal (onde haviam sido introduzidas da mesma maneira).
O homem ajudou a fazer do pardal uma aves bastante popular. Em 1851, 100 destas aves foram soltas na Inglaterra, aumentando assim sua distribuição mundial.
Além de solturas, trens, navios e outros meios de transporte levaram o pardal de um lado a outro fazendo com que seja a ave com maior distribuição geográfica no mundo.
Até então ninguém se preocupava com os riscos de levar uma espécie para outros cantos.
O pardal corresponde a uma espécie Bio invasora, acarretando alguns impactos ecológicos, como a competição com espécies nativas, afugentando e ocupando ninho destas aves. Tal maneira de agir implica na expulsão de grupos de aves locais em troca de ninhos de pardais.
Alem de afugentar aves nativas, o pardal também ocupa seus respectivos nichos, havendo assim uma competição direta entre espécie nativa e invasora.
Possuem preferência pelo ambiente habitado por seres humanos, cujo lhe favorece maior facilidade de encontrar alimento.
Falcões, corujas, gatos, cães, serpentes e outros, constituem alguns dos predadores conhecidos dos pardais.
São grandes inimigos dos agricultores, pois adoram alimentar-se de sementes.
Costumam andar em pulinhos e revirar o solo, grama e pequenas pedras em busca de comida.
São aves facilmente atraídas para comedouros. Apreciam pão, alpiste, linhaça, restos de alimento humano (especialmente arroz cozido), frutas, insetos, brotos...
Na época de reprodução dão preferência aos alimentos vivos como minhocas e insetos.
A reprodução da espécie é fácil. Preferem buracos em construções a árvores. Dificilmente um ninho de pardal será visto em uma árvore (mais um motivo para preferir locais com a presença humana).
Costumam construir ninhos em grupos, entre fevereiro e maio.
Os machos encontram o local ideal para o ninho (geralmente um buraco em construção, telhado, buracos em árvores, semáforos) e em seguida mostra para a fêmea eriçando as penas. Caso ela goste do local ele começa a construir o ninho.
Vegetação seca, papel, algodão, fios, penas e galhos ajudam a formar o ninho que é frouxo e em formato esférico com uma entrada mal acabada.
Freqüentemente ocupam ninhos já prontos feitos por outras aves até de outras espécies (em volta da minha casa observo muito disto acontecer com o ninho do João-de-Barro - Furnarius rufus).
Os ovos são colocado em qualquer época dentro do período reprodutivo.
São geralmente de 1 a 4 ovos manchados que levam entre 10 a 14 dias para os filhotes nascerem.
A fêmea não ajuda na construção do ninho, porém ambos revezam na choca e alimentação dos filhotes.
Enquanto pequenos, pai e mãe alimentam os filhotes regurgitando insetos e minhocas.
Com cerca de 10 dias os filhotes começam a consumir uma dieta vegetariana e saem do ninho, retornando as vezes para dormir.
Esta espécie é freqüentemente confundida com o Pardal Montês.
Apesar do sucesso mundial, o pardal é uma ave frágil. Centenas morrem todo o ano de frio no inverno de diversos países. Sua abundância dá-se pela facilidade de reprodução e alimentação.
Curiosamente, em algumas regiões frias da Europa, é comum que moradores coloquem manteiga para que os pássaros fortifiquem suas reservas de gordura e assim salvem-se do destino que muitos têm no inverno.
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Família: Passeridae
Gênero: Passer
Espécie: Passer domesticus

São aproximadamente mais de 60 espécies de pardais na Europa, Ásia, África e América.
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São monogâmicos.Com cerca de 10 dias os filhotes começam a consumir uma dieta vegetariana e saem do ninho, retornando as vezes para dormir.
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Acabei achando a sessão inútil de manter. Contato: JulianaOdeiaCafe@gmail.com














































